Moradora de Paulínia que pichou estátua do STF vai para prisão domiciliar
Paulo Medina | Tribuna Liberal
A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, de Paulínia, e que ganhou fama por ter pichado a frase “perdeu, mané” na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 8 de janeiro, recebeu o benefício da prisão domiciliar, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, na sexta-feira (28).
A autorização ocorreu após pedido formalizado pela
Procuradoria-Geral da República (PGR). Ela deixou o Centro de Ressocialização Feminino
de Rio Claro. Débora é casada e mãe de dois filhos, um de 11 anos e outro de 8
anos. Ela estava detida desde 2024.
Débora chegou a enviar uma carta para Alexandre de Moraes pedindo “desculpas”, afirmou estar “arrependida” pelo episódio, dizendo estar “envergonhada”. “Fui a Brasília acreditando que participaria de uma manifestação pacífica e sem incidentes. No entanto, aos poucos, percebi que a situação estava saindo do controle”, pontuou na carta divulgada. Débora disse ainda que nunca apoiou ações violentas.
Moraes havia votado para sentenciá-la a
14 anos de reclusão e ao pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 50 mil e
uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, a ser paga em
conjunto com os demais réus pelo caso. Agora, o julgamento está suspenso devido
a um pedido de vista feito pelo ministro Luiz Fux.
Além da acusação de depredação de patrimônio tombado, Débora
responde por abolição violenta do Estado Democrático de Direito; tentativa de
golpe de Estado; dano qualificado; e associação criminosa armada.
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