Rhodia realiza transição da frota de combustíveis fósseis para biometano
Iniciativa contará com 60 veículos até 2030 e deve reduzir em até 90% a pegada de carbono da frota operada pelo gás renovável; projeto contempla caminhões que atendem sede da empresa, em Paulínia, maior complexo químico nacional
Da Redação | Tribuna Liberal
A Rhodia, empresa líder global no setor de químicos
essenciais pertencente ao Grupo Solvay, anunciou uma parceria com a Transportes
Cavalinho, referência em transporte sustentável, para substituir o uso de
combustíveis fósseis por biometano no transporte dos produtos. O uso do
biometano na operação tem o potencial de reduzir em até 90% a pegada de carbono
emitida por tonelada transportada por quilômetro, apoiando a meta global da
companhia de alcançar a redução de 20% das emissões de escopo 3 - emissões
indiretas de gases de efeito estufa na cadeia - até 2030.
O projeto contemplará a frota responsável por atender a sede
da empresa em Paulínia, o maior complexo químico do Brasil, que produz mais de
1,2 milhão de toneladas de produtos anualmente. O lançamento oficial do projeto
ocorreu na terça-feira (1º) e as operações terão início em 2026. Inicialmente,
o serviço contará com uma frota de 20 veículos e o número de veículos deve
alcançar 60 caminhões até o final de 2030, sendo que cada automóvel terá a
autonomia para percorrer até 650 km. A iniciativa visa superar os desafios da
infraestrutura brasileira para viagens de caminhões elétricos de longa
distância, apresentando uma solução sustentável por meio do uso de
biocombustíveis.
A iniciativa contempla uma estratégia mais ampla de
sustentabilidade adotada pela companhia nas operações no Brasil, com foco
principal na sede em Paulínia. No ano passado, a Solvay anunciou um projeto
voltado para a adoção de caldeiras alimentadas por biomassa, substituindo
fontes fósseis de energia.
De acordo com a presidente da Solvay, Daniela Manique, a
companhia mantém um compromisso firme com o clima, que orienta todas as suas
ações estratégicas e investimento em novas fontes de energia, como o biometano,
que é uma iniciativa crucial para reduzir a pegada de carbono da empresa. “A
companhia está focada em avançar em direção à neutralidade de carbono, enquanto
se mantém comprometida com a sustentabilidade e a inovação”, afirma a
executiva.
A unidade da Solvay em Paulínia já alcançou uma redução de
95% nas emissões diretas das fábricas e indiretas do consumo de energia de CO₂
(escopos 1 e 2) desde 2025. Com a implementação dos novos projetos, espera-se
que a redução chegue a 97% até 2027 - consolidando a fábrica como uma
referência mundial em produção química sustentável.
A Solvay, uma empresa química pioneira com um legado de
inovações do fundador Ernest Solvay no processo de carbonato de sódio, dedica-se
a fornecer globalmente soluções essenciais através da sua força de trabalho de
mais de 9.000 funcionários.
“Como uma empresa líder mundial, com 4,9 bilhões de euros em
vendas líquidas em 2023 e cotação na Euronext Bruxelas e Paris (SOLB), o compromisso
inabalável da Solvay impulsiona a transição para um futuro neutro em carbono
até 2050, sublinhando a sua dedicação à sustentabilidade e a transição para uma
sociedade mais justa. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia”,
explicou a empresa.
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