Acusado de estuprar e matar enteada vai a júri popular em Hortolândia

Juiz determinou que Cássio Martins Camilo continuará preso; crime ocorreu em dezembro do ano passado

A Justiça de Hortolândia decidiu, na segunda-feira (26), levar a júri popular o auxiliar de produção Cássio Martins Camilo, de 27 anos. Ele é acusado de estuprar e matar a enteada de 5 anos de idade, em dezembro de 2020. De acordo com a 1ª Vara Criminal da cidade, ele responderá por estupro de vulnerável agravado, homicídio multiqualificado (asfixia e outro meio cruel, para assegurar a ocultação do delito de estupro e feminicídio) e ocultação de cadáver. A data do julgamento ainda não foi marcada.
Maria Clara Calixto Nascimento foi encontrada morta, dentro de uma caixa de papelão, com sinais de estrangulamento e violência sexual, num terreno baldio perto de sua casa. Ela tinha sido vista pela última vez um dia antes, quando saiu para brincar na casa de uma vizinha.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o padrasto espancou a menina e a deixou inconsciente. Em seguida, a estuprou e, percebendo que ainda estava viva, tapou sua boca com fita adesiva e matou-a por asfixia. Depois, colocou o corpo em uma caixa de papelão e o ocultou no terreno baldio.
O réu confessou o crime perante a polícia. Em juízo, porém, o homem se retratou da confissão, negou o abuso e afirmou que a menina foi vítima de acidente doméstico.
Na decisão, o juiz André Forato Anhê afirmou que existem indícios suficientes para que o réu seja levado a júri popular. Segundo o magistrado, o acusado deve continuar preso já que as circunstâncias indicam claramente “a periculosidade concreta do réu (que já responde, denunciado, por outro estupro de criança, ocorrido em cidade vizinha)”. “Solto, é bem provável que empreenda fuga, até porque já o tentou antes”, completou o juiz.

O CASO
Na manhã de 17 de dezembro, Maria Clara foi deixada em casa com o padrasto pela mãe, que foi trabalhar. Quando voltou, a mãe percebeu a ausência da filha. O suspeito disse que tinha ido até a casa de uma amiga, mas ela não foi localizada. Moradores passaram a procurá-la, com carros de som e nas redes sociais. No dia do desaparecimento, a mãe esteve na delegacia para registrar o boletim de ocorrência. Ela e o companheiro prestaram depoimento.
O corpo da menina foi encontrado na manhã do dia 18, em um terreno no Jardim São Felipe, em Hortolândia. A mãe retirou o corpo da filha com as próprias mãos e levou até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Nova Hortolândia, onde ela já chegou sem vida.
Cássio Martins Camilo foi preso na casa de um parente em Campinas. Sua permanência na Delegacia de Hortolândia foi tumultuada. Do lado de fora, dezenas de pessoas ameaçavam invadir a unidade policial para agredir o acusado, que prestava depoimento.

Quinta-feira, 29 de Julho de 2021

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