PIB de Sumaré sobe 124% em 16 anos e supera média de evolução do Estado

Volume de riquezas produzidas no município saltou de R$ 6,4 bilhões em 2002 para R$ 14,4 bilhões em 2018, segundo a Fundação Seade

OPIB (Produto Interno Bruto) de Sumaré cresceu 124% em 16 anos, passando de R$ 6,4 bilhões em 2002 para R$ 14,4 bilhões em 2018. A informação consta no estudo “Breve evolução econômica sumareense”, elaborado pelo economista Ricardo Buso, a partir de dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), do governo paulista, corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Com o crescimento, Sumaré tem aumentado sua participação na economia da RMC (Região Metropolitana de Campinas). Em 2002, o município era responsável por 6,13% da riqueza produzida no bloco, formado por 20 cidades.
Em 2018, a contribuição subiu para 7,15%. A importância econômica da “Cidade Orquídea” também tem crescido no Estado de São Paulo, evoluindo de 0,50% para 0,65%. Em 2009, Sumaré registrou 10,11% de toda a riqueza produzida na RMC. Isso significa que, incontestavelmente, o município conquistou fatia de geração de riqueza de outras localidades”, explica o economista Ricardo Buso, idealizador do projeto Economia Metropolitana.
De acordo com a análise, o ritmo de crescimento da economia sumareense destoa dos avanços verificados na região e na média dos 645 municípios paulistas. Enquanto o Estado registrou taxa média de aumento do PIB de 3,99% entre 2002 e 2018 e a Região Metropolitana de Campinas, de 4,16%, Sumaré teve alta de 5,18%. “Tamanho dinamismo econômico é um grande atrativo aos investimentos produtivos”, pontua Buso.
E os investimentos continuam chegando. Entre 2012 e 2020, o município recebeu R$ 4,35 bilhões, o que equivale à média de R$ 484 milhões por ano no período. Os números são da Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), da Fundação Seade, que monitora os anúncios de investimentos privados em todos os municípios paulistas por meio do monitoramento dos 40 principais jornais do Estado.
“Contempladas implantação, ampliação e modernização, a liderança dos investimentos produtivos no período foi marcada pela indústria automotiva, mas as características socioeconômicas locais proporcionaram boa diversificação dos segmentos que apostam na cidade, destacando também: química, serviços, atacado, imobiliário, saúde, alimentício, serviços de informação, tecnologia, varejo, esgoto e infraestrutura”, observa o estudo.
De acordo com o economista, “os investidores sentem-se atraídos pela evolução socioeconômica ao longo dos anos, que, junto com a localização estratégica e inserção metropolitana, garante ambiente de capacidade de consumo, infraestrutura e mobilidade”.

LOGÍSTICA E POPULAÇÃO
A análise também destaca a forte evolução socioeconômica do município, que saiu da cultura cafeeira no século 19 para as atuais culturas da cana-de-açúcar e do tomate. “A própria agricultura perdeu substancial ímpeto na matriz econômica para as atividades industriais e de serviços (incluindo comércio), em movimento sempre motivado pelas mudanças no perfil econômico”, traz o estudo.
A dinâmica produtiva se alinha à estratégica localização da cidade, a aproximadamente 40 quilômetros do Aeroporto Internacional de Viracopos, maior aeroporto de cargas do país, e cercada de dois eixos motores de desenvolvimento: as importantes Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, além do acesso ao modal ferroviário, que contribui para coroar uma malha logística de excelência.
“Somando a inserção ao ambiente metropolitano com o contexto logístico, Sumaré se conurbou (uniu seus perímetros urbanos ao de outros municípios) e viu sua densidade demográfica saltar para a casa de cerca de 1,6 mil habitantes por quilômetro quadrado, a 25ª maior do Estado e a 71ª do país. Trata-se de condição que, por conta da expansão de custo da terra, pressiona sobremaneira a subsistência da atividade agrícola, mas, por outro lado, favorece consumo de massa (varejo e atacado) e atividades de infraestrutura, serviços e indústria, respaldadas por ampla mobilidade urbana atingida”, aponta a análise.
Com 286 mil habitantes, segundo estimativa de 2020 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Sumaré conta com a segunda maior população da Região Metropolitana de Campinas, atrás apenas da metrópole, a 28ª do Estado de São Paulo e a 104ª do Brasil, num universo de 5.570 municípios.

Domingo, 25 de Julho de 2021

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