Morador de Sumaré é multado em R$ 144 mil por maus-tratos

Ele mantinha em sua propriedade 44 cães, três jabutis e uma calopsita que, apesar de bem tratados, estavam em meio a muitas fezes

A Polícia Militar Ambiental multou em R$ 144 mil um homem que mantinha em casa 44 cães da raça chihuahua, três jabutis e uma calopsita, que apesar de bem tratados estavam em meio a muitas fezes. No interior do imóvel, que fica na região do Matão, em Sumaré, os policiais localizaram filhotes que estavam em gaiolas. O caso foi registrado no domingo (6), no Plantão Policial, mas está sendo apurado pelo delegado Marcelo Moreschi Ribeiro. O morador responderá em liberdade o inquérito policial que averigua os maus-tratos.
Segundo a Polícia Ambiental, os policiais foram checar uma denúncia sobre maus-tratos. A patrulha esteve na propriedade e, com a autorização do morador, realizaram a fiscalização. Os policiais observaram que os animais estavam bem tratados, porém estavam em local insalubre, em meio a muitas fezes, como objetos que possam causar danos aos animais, plásticos, ferros pontiagudos e outros objetos espalhados pelo quintal.
A polícia informou que havia muitas plantas na área frontal da residência, muitos produtos químicos no chão e os animais estavam sem local adequado para acomodação. Por mais que os animais estejam bem cuidados com alimentação, em dois cômodos da casa havia filhotes e, aos fundos da residência, em um local aberto de aproximadamente 80 metros quadrados, os animais adultos estavam soltos.
O proprietário foi questionado sobre a documentação referente aos animais e autorização para criação e comércio, respondeu que possuía, mas não apresentou.

INVESTIGAÇÃO
Na tarde da segunda-feira (7), o delegado, acompanhado da veterinária do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) Josiane Fernandes Riedo e representantes de uma ONG interessada em recolher os animais, esteve na residência do averiguado. Ribeiro entendeu que não havia necessidade de prisão, porque os animais estavam bem tratados. “Ele foi orientado a fazer alguns ajustes para melhorar o abrigo dos animais no período de 30 dias e também terá o acompanhamento por uma ONG”, informou o delegado. Com relação à multa administrativa, o delegado explicou que o proprietário pode recorrer, assim como acontece com as multas de trânsito.
A veterinária disse todos estão aparentemente saudáveis e apesar da grande quantidade dos animais, eles não tinham pulgas ou carrapatos e estavam “gordinhos”. Ele relatou que não explora os animais, pois algumas deixaram de ser matrizes, foram castradas e ele não aceita vendê-las ou doá-las. “Contou que perdeu sua mãe há três meses e por isso está abalado emocionalmente. Ele oferece ração Royal Canin, que é de excelente qualidade e compra direto como criador. A exceção é somente com a limpeza do local, que precisa ser melhorada. Percebi que tem bastante amor nos animais”, disse Josiane.
Uma ONG de Campinas se prontificou a ficar com os animais, desde que o proprietário aceitasse fazer o termo de doação, mas ele se recusou. “Pelo menos por enquanto não entendemos que os cães podem ficar com o proprietário, pois os animais foram apreendidos e ele ficou apenas como depositário, sendo assim continua responsável por todos os animais”, completou o delegado.
Elisandra Maluf, que representou o Departamento de Bem-Estar Animal disse que também acompanhará as visitas mensais realizadas junto com o CCZ e uma ONG na propriedade até que o morador seja julgado.

Terça-feira, 8 de Junho de 2021

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