Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro.

Comércio da RMC acumula perda de R$ 5,48 bilhões em 15 meses

Impacto no faturamento foi provocado pelas restrições impostas pelo agravamento da pandemia de Covid-19

O comércio varejista da RMC (Região Metropolitana de Campinas) acumula perda de R$ 433,3 milhões no faturamento entre janeiro a abril de 2021, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (17) pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas). Em 15 meses – entre janeiro de 2020 e o mês passado -, o saldo negativo é de R$ 5,48 bilhões.
De acordo com a entidade, dados de abril de 2021 da Boa Vista – SCPC, referentes ao faturamento do comércio em Campinas, que foi de R$ 171,1 milhões, apresentam redução de 17,45% em relação a março (R$ 207,3 milhões), e de 9,5% na comparação com abril de 2020 (R$ 189,1 milhões).
“Vale lembrar que, em abril, em função do agravamento da pandemia de Covid-19, os setores de comércio e serviços sofreram redução no horário de funcionamento e na capacidade de público, por determinação do Governo do São Paulo, que instaurou as fases emergencial e de transição. Essas restrições de funcionamento do comércio para as lojas físicas afetaram de forma agressiva as vendas do varejo”, explica o economista da Acic, Laerte Martins.
Em Campinas, as vendas físicas registraram faturamento de R$ 630 milhões em abril de 2021, representando 90,5% do resultado obtido em abril de 2020, de R$ 696,10 (perda de 9,5%). Na RMC, o faturamento foi de R$ 1,5 bilhão, ou 90,57% do montante de abril de 2020 (R$ 1,657 bilhão, com perda de 9,43%).
Nas vendas de bens não duráveis, supermercados (10,2%), postos de combustíveis (6,2%) e drogarias e farmácias (4,2%), foram os que apresentaram os melhores resultados no primeiro quadrimestre de 2021. Nas vendas de bens duráveis, o segmento de materiais de construção evoluiu em 1,2%; enquanto o de vestuários sofreu queda de 5,3% e o de móveis e lojas de departamentos tiveram redução de 1,30%. As vendas de serviços tiveram saldos bastante negativos em bares e restaurantes (-23,5%) e em turismo e transportes (-12%), também no quadrimestre. Considerando apenas abril de 2021, as principais vendas foram as de ovos de Páscoa (2%); vestuário e calçados (1,8%), bebidas (1,7%) e eletrodomésticos (1%).
O e-commerce teve aumento de R$ 63,4 milhões, faturados em abril de 2020, para R$ 81,8 milhões, registrado em abril de 2021, uma expansão de 29%, nesta comparação. A perspectiva para maio de 2021 é de um avanço da Fase de Transição para a Fase Laranja, com menos restrições para o comércio e com a ampliação da vacinação contra a Covid-19.

INADIMPLÊNCIA
A inadimplência, medida pelos carnês em atraso e pelas vendas a prazo e avaliada no comparativo entre abril de 2021 e abril de 2020, teve uma redução de 17,31% em Campinas, feita com base nos registros “incluídos e excluídos”. Foram computados 74.492 carnês e boletos não pagos, que correspondem a R$ 53,6 milhões de endividamentos. Na RMC, foram computados 177.362 carnês e boletos não pagos, correspondendo a R$ 127,7 milhões em endividamentos, também na comparação entre abril de 2021 e abril de 2020.

Terça-feira, 18 de Maio de 2021

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