A doutora Luciana Souza compara duas radiografias de tórax diferentes de um paciente enquanto conversa com um colega de um hospital de campanha criado para tratar pacientes que sofrem da doença de coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo

Alta de mortes reduz em 75% diferença entre nascimentos e óbitos em S.Paulo

Dados divulgados pela Arpen apontam 49,3 mil nascimentos ante 47,3 mil falecimentos em março

A alta no número de mortes em São Paulo no mês de março provocou um fenômeno inesperado no Estado: a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, que atingiu o menor patamar da série histórica do Registro Civil, iniciada em 2003. Com 49.328 nascimentos e 47.308 óbitos, a diferença entre ambos ficou em apenas 2.020 atos, o que equivale a 4%, uma redução histórica de 75% desde o início da pandemia em março de 2020.
Os dados constam do Portal da Transparência do Registro Civil (www.transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
A diferença entre os dois atos já vinha caindo ao longo do tempo, mas acelerou vertiginosamente com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Em 2003, no início da série história está diferença era de 165% baixando para 117% em 2015 e abrindo 2020 com diferença na casa dos 88%. Com o início da pandemia, baixou para 79% em março, caindo para 35% em julho, subiu para 43% em dezembro e agora chegando à menor diferença já registrada, 4%.
“Nunca tivemos tantos registros de mortes nos cartórios paulistas, chegando à marca de 4% na variação nascimentos/óbitos praticamente igualamos a quantidade de bebês nascidos com a de pessoas falecidas”, comenta a presidente da Arpen-SP, Daniela Silva Mroz. “Por ser um serviço essencial, os Cartórios de Registro Civil ficaram abertos durante todo o período da pandemia, e ainda estão. Com isso, estamos vivenciando seus piores momentos”, completou.
Já no Brasil, a alta no número de mortes no mês de março provocou um fenômeno inesperado no país: a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, que atingiu o menor patamar da série histórica do Registro Civil, iniciada em 2003. Com 227.877 nascimentos e 179.938 óbitos, a diferença entre ambos ficou em apenas 47.939 atos, o que equivale a 27%, e uma redução histórica de 72% desde o início da pandemia em março de 2020.

Sábado, 10 de Abril de 2021

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