Em recuperação da Covid-19, Silvio Coltro volta à ativa na Câmara

Vereador se recupera bem após ter se contaminado com o coronavírus; Silvio ficou internado 42 dias

Na semana em que o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil completou um ano, o vereador Silvio Coltro (PL) celebrou a vida. O parlamentar eleito com 1.252 votos em 2020 testou positivo para a doença dias depois de tomar posse na Câmara de Sumaré, em 1º de janeiro. Pré-diabético e hipertenso, Coltro ficou 42 dias internado em um hospital em Campinas. Quinze deles intubado. Em meio às sessões de reabilitação para recuperar os movimentos dos braços e das pernas, o contador de 50 anos, que retoma o trabalho no Legislativo a partir desta segunda-feira (1º), conversou com a reportagem do jornal Tribuna Liberal sobre os momentos difíceis que enfrentou em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), lutando contra um vírus que já causou mais de 250 mil mortes no país.
Segundo o vereador, tudo começou na noite de 3 de janeiro, um domingo. “Comecei com tosse e a garganta arranhando. Desconfiei logo que pudesse ser Covid. Falei com um amigo médico e comecei a tomar azitromicina e dexametazona imediatamente. Agendei para fazer o teste na quarta-feira, dia 6, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Macarenko, e, nesse meio tempo, continuei tomando os remédios. Fiz o teste do cotonete [RT-PCR por Swab] e deu Covid”, lembra o parlamentar.
Coltro relata que, apesar do diagnóstico, parecia estar tudo bem. “Eu estava bem, tomando os medicamentos que os médicos prescreveram, mas aí a minha saturação [de oxigênio no sangue] foi caindo. Em duas horas, despencou violentamente e o pessoal da UPA me disse: ‘você precisa ser intubado’. Fui transferido para um hospital em Campinas, onde fiz exames e reafirmaram que eu precisava mesmo ser intubado”, conta.
Foram 23 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), 15 deles intubado. “Durante dois dias, eu fiz uso de 100% de ventilação mecânico, ou seja, a máquina respirava por mim. O médico disse à minha esposa que eu sou um milagre de Deus”, afirma o vereador sumareense, emocionado.
Melhorando dia a dia, o parlamentar foi extubado (retirada do tubo). No entanto, foram mais 15 dias de internação. “No primeiro dia após a extubação, eu não sabia nem quem eu era; não conseguia me mexer na cama, falava muito pouco e sentia muita dor. Fiquei oito dias sem conseguir movimentar a perna, o braço, não conseguia me virar na cama”.
Coltro deixou o hospital no último dia 10 e, na última sexta-feira (26), fez sua 12ª sessão de reabilitação. Já abandonou o andador, está com a respiração boa, mas ainda sente os efeitos da doença: faltam condicionamento físico e força na musculatura. “Estou tendo que reaprender tudo: a me alimentar, a tomar água, a caminhar. Estou fazendo reabilitação para reaprender tudo”, revela.
Nos 42 dias em que ficou hospitalizado, o contador perdeu 18 quilos. “Eu pesava 120 quilos antes de ser internado, agora estou com 102. Emagreci e me livrei do pré-diabetes e a pressão voltou ao normal”, diz ele O vereador não sabe como se infectou, mas acredita que tenha sido entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro.
“Fiz campanha eleitoral tomando cuidado, fiz reunião com, no máximo, três pessoas. Sempre me cuidei, porque minha esposa teve problemas de saúde recentemente e, assim como eu, poderia desenvolver a forma grave da doença”.
Não adiantou. Além de se contaminar, transmiti o coronavírus para outras cinco pessoas. “Quando vi que era Covid-19, imediatamente me isolei. Não fui mais ao meu escritório, onde trabalham 28 pessoas, pedi para nossa colaboradora, que trabalha em casa, se afastar e não falei com mais ninguém. Mas, antes disso, infectei minha esposa, que teve um quadro de pneumonia e, graças a Deus, se recuperou, e outros quatros familiares. Para você ver o poder de contágio dessa doença; só eu infectei cinco pessoas”, afirma Coltro.
Hoje, o vereador agradece a Deus. “Quando estava hospitalizado, fiz uma reflexão sobre a vida, a família e tenho certeza de que, depois de tudo isso, sou uma pessoa diferente. Por isso, peço aos jovens que não desafiem essa doença, porque ela é muito cruel. Não façam aglomeração, respeitem o isolamento social, higienizem as mãos com frequência. O preço da negação e a imprudência pode ser alto”, conclui Silvio Coltro.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2021

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