Prefeitos pedem ampliação dos leitos de UTI para Covid-19 na RMC

Solicitação dirigida ao Estado foi formulada em reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas

Os prefeitos da RMC (Região Metropolitana de Campinas) decidiram encaminhar um documento, em conjunto, ao governo estadual solicitando que o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Campinas volte a ter leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atender pacientes metropolitanos acometidos pelo novo coronavírus (Covid-19). Ao mesmo tempo, os gestores municipais pedem o aumento deste mesmo tipo de leito no Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para fazer frente ao aumento no número de internações nos últimos dias.
Outro pedido é para que o Hospital de Campanha montado pela Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste seja transformado em uma unidade de maior complexidade, inclusive, com leitos de UTI. Para isso, será preciso que o Estado invista em pessoal e equipamentos. Atualmente, o local funciona como um complemento do Hospital Santa Bárbara, que é onde foram implantados todos os leitos de UTI para o atendimento de pacientes com Covid-19 na cidade.
A decisão foi tomada durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC, que aconteceu na manhã de terça-feira (23), na Prefeitura de Campinas. O encontro foi presidido pelo prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, vice-presidente do órgão, já que o presidente, o prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, está internado em São Paulo com coronavírus.
Participaram da reunião, além de Reis e do diretor-executivo da Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), Benjamim Vieira de Souza, os prefeitos Dario Saad (Campinas), Marcos Antonio de Oliveira (Morungaba), Nilson Gaspar (Indaiatuba), Rafael Piovezan (Santa Bárbara d’Oeste), Claudio José Schooder (Nova Odessa), Thomas Capeletto de Oliveira (Itatiba), Dario Pacheco (Vinhedo) e Zezé Gomes (Hortolândia, em exercício), bem como os vice-prefeitos Fábio Polidoro (Pedreira), Maurício Gonçalves (Cosmópolis), Ana Brandão (Santo Antonio de Posse), Miguel Esperança (Holambra), Ronaldo Tuim (Monte Mor) e Osvaldo Rocco (Valinhos).
“Nosso sistema de saúde está pressionado e precisamos que os governos estadual e federal façam a parte deles. O AME já é do Estado, não precisa de nenhum tipo de parceria e foi muito bem utilizado até o ano passado para tratar os pacientes com coronavírus”, disse o prefeito de Campinas, Dario Saad, anfitrião do encontro. “A sobrecarga em cima dos prefeitos aumenta a cada dia, já que os pacientes com coronavírus estão permanecendo mais tempo nos leitos de UTI e não há vagas para todos. Vamos, o mais rápido possível, encaminhar um ofício ao governo estadual solicitando o aumento no número de leitos de UTI para atender a RMC”, disse o diretor-executivo da Agemcamp, Benjamim Bill Vieira de Souza.
O subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Barjas Negri, participou da reunião por videoconferência e se comprometeu a levar a reivindicação dos prefeitos ao secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e ao governador João Doria.

ICMS
Outro assunto discutido na reunião do Conselho de Desenvolvimento da RMC foi o decreto do governo estadual que elevou a alíquota de ICMS para a indústria eletroeletrônica, de 12% para 13,3%. Os prefeitos também decidiram encaminhar um ofício ao governador João Doria pedindo a revogação do decreto que, segundo eles, vai provocar a saída de empresas deste setor atualmente instaladas na Região Metropolitana de Campinas. “Temos mais de 100 ônibus que chegam da região todos os dias transportando pessoas que vão trabalhar na cidade”, afirmou o prefeito de Jaguariúna e vice- -presidente do conselho, Gustavo Reis.

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2021

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