Vereadores aprovam uso de plantas no combate ao mosquito da dengue

A Câmara de Sumaré aprovou, na sessão ordinária da última terça-feira (16), o projeto de lei nº 34/2021, de autoria do vereador Ney do Gás (Cidadania), que incentiva o cultivo das plantas Citronela e Crotalária como método natural de combate ao mosquito Aedes Aegypti. A proposta, que segue para a sanção do Executivo Municipal, recebeu 17 votos favoráveis.
O projeto determina que o estímulo ao plantio das espécies Citronela e Crotalária deve ser feito por meio da divulgação sobre os benefícios do cultivo e manipulação das plantas nas residências, comércios, indústrias e demais áreas públicas e privadas. A mobilização da campanha ficará a cargo do órgão designado pela prefeitura, para promover a distribuição de mudas e sementes, acompanhadas de ações de combate ao Aedes aegypti.
De acordo com a propositura, o Poder Executivo, que fica autorizado a firmar convênio com outros órgãos da administração pública e da iniciativa privada, poderá realizar campanhas educativas nas escolas da rede municipal de ensino e na rede de atendimento de saúde.
Segundo o PL, ficará a cargo do poder público o plantio de mudas da Citronela e da Crotalária nas áreas públicas que julgar necessário, sendo possível a criação de um banco de cultivo de sementes e mudas, que poderão ser distribuídas sementes e mudas às pessoas previamente cadastradas que desejem cultivar as plantas em sua residência.
Na proposta, o vereador explica que a Citronela é bastante conhecida pelos seus efeitos repelentes, principalmente contra mosquitos e borrachudos. A ação de apenas uma planta pode atingir uma área de até 50 m². Já a Crotalária é uma leguminosa extremamente adaptável e muito utilizada na adubação verde, que cresce rapidamente, em média cem dias após seu plantio, e atrai as libélulas, predadoras naturais do Aedes aegypti.
“O expressivo número de casos de dengue e o avanço do zika vírus, doenças causadas pelo Aedes aegypti, que também transmite a chikungunya, preocupa autoridades e moradores de Sumaré, especialmente nas épocas de grande proliferação dos mosquitos. Vale destacar que as referidas plantas não causam danos à saúde, atuando como verdadeiros repelentes ecológicos, eficazes no controle da proliferação do mosquito. No entanto, é certo que o uso desses métodos não dispensa os cuidados de cada morador com o seu ambiente doméstico, e a atuação da administração municipal em manter os espaços públicos livre de criadouros”, afirma Ney do Gás.

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021

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