Médico dá dicas para evitar traumas em crianças durante a pandemia

É importante proporcionar experiências para que elas se divirtam de forma segura para evitar traumas e contaminação

Apesar de as crianças terem passado a maior parte do ano estudando dentro de casa, as férias escolares acabam mudando a rotina, já que elas terão mais tempo ocioso e, portanto, tendem a buscar formas para se distraírem. É importante proporcionar experiências para que elas se divirtam, mas de maneira segura, tanto em relação a traumas quanto em relação ao coronavírus.
O cirurgião de urgência, emergência e trauma Bruno Pereira, CEO do Grupo Surgical, explica que os cuidados em relação à pandemia devem ser os mesmos em todos os lugares: uso de máscara, uso de álcool em gel e distanciamento social. “E, claro, evitar lugares fechados ou com pessoas aglomeradas. Se a criança for brincar perto de casa, por exemplo, o ideal é explicar que ela não pode ficar muito próxima a outras pessoas. Uma boa forma é ensinar que, ao abrir os dois braços, ela não pode tocar em ninguém. Assim, ela tem um parâmetro para o distanciamento. Também é importante usar sempre álcool em gel, principalmente, se ela estiver em um local que pode ser tocado por ela e outras crianças, como um playground”, orienta.
Dadas as orientações básicas sobre a pandemia, é fundamental que os pais também se preocupem com possíveis acidentes que, em 90% dos casos, podem ser evitados. De acordo Bruno Pereira, que também é diretor da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado), é importante que as pessoas responsáveis pelas crianças estejam em constante atenção. “A segurança da criança é responsabilidade do adulto. Cabe a nós prever o perigo e dedicar total atenção a elas, principalmente em locais que ofereçam riscos”, alerta.
Os dois filhos mais velhos de Pâmela Santiago – Nicole, de 10 anos, e Miguel, de 6 anos – estão aproveitando as férias escolares para brincar bastante com os amigos do condomínio onde moram, no Villa Flora, em Sumaré. Pâmela conta que na quarentena, as crianças ficaram apenas em casa, mas com as férias, não teve jeito de segurá-los dentro de casa. “Os dois estão brincando mais na área comum, mas com todos os cuidados. Eles só saem de máscara e eu oriento para lavar sempre as mãos e usar o álcool em gel. Não podemos descuidar”, comenta.

EM CASA
Segundo Pereira, até lugares corriqueiros, como nossa casa, não podem ser negligenciados. “Com as crianças em casa por mais tempo, é comum que elas explorem os espaços. Por isso, é prudente fazer uma limpeza preventiva na casa. Vistorie os brinquedos e tire tudo que possa machucar, como os que estão com partes quebradas ou os que têm peças pequenas que possam ser ingeridas”, orienta. “Outro ponto importante em casa é o acesso ao fogão. Oriente a criança e fique sempre de olho. Se possível, use as bocas traseiras, mais difíceis de serem alcançadas, e sempre certifique-se de que os cabos das panelas não estejam virados para fora do fogão”, diz.

Brincadeira com segurança
Nessa época do ano, também é muito comum levar a criança em playgrounds, seja em viagem, no condomínio ou alguma praça.
O cirurgião de urgência, emergência e trauma Bruno Pereira, CEO do Grupo Surgical, explica que antes de começar a brincadeira, é importante verificar se os brinquedos não oferecem riscos, como parafusos soltos, pontas cortantes, lascas de madeiras, partes enferrujadas.
Se a opção for por skates, patinetes ou bicicletas, é fundamental o uso de equipamentos de segurança: capacete, joelheira e cotoveleira. Esses equipamentos devem ser de qualidade e de acordo com o tamanho da criança. Além disso, a brincadeira precisa acontecer em local seguro, longe de escadas, barrancos, piscina e do trânsito.

 

Domingo, 10 de Janeiro de 2021

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