Com aumento no número de casos e internações, Sumaré e Paulínia devem ampliar ações

Estado pede ampliação de testes, rastreamento de casos, uso de máscaras e fiscalização rigorosa contra festas e aglomerações

Sumaré e Paulínia estão entre as 62 cidades paulistas que devem ampliar as ações de combate à transmissão do novo coronavírus. O governador João Doria (PSDB) participou na terça-feira (1º/12) de uma videoconferência com prefeitos e autoridades de Saúde de 62 municípios que foram colocados em estado de “atenção” após o aumento de casos e internações por Covid-19. O alerta havia sido adiantado na segunda-feira, no anúncio do recuo da região à “fase amarela” do Plano São Paulo.
“O Estado reforçou a parceria com os municípios e pediu a ampliação de testagem, rastreamento de casos confirmados e suspeitos, uso obrigatório de máscaras e fiscalização rigorosa contra aglomerações e festas clandestinas”, informou o Governo em nota emitida ontem à noite.
No dia anterior, a Prefeitura de Paulínia já havia negado tal “aumento de casos e internações por Covid-19” na cidade, enquanto a Prefeitura de Sumaré não havia se manifestado até o fechamento desta edição.
Para o governador, “a colaboração dos prefeitos é fundamental para que o Plano São Paulo de controle da pandemia e flexibilização de atividades permita novas progressões em janeiro”. “Em nome da preservação da vida, vamos precisar muito da cooperação de todos assim como já obtivemos ao longo dos meses, mas especialmente neste final do ano. Reconhecemos que as pessoas estão cansadas dado o longo período dessa pandemia. Mas, até a chegada da imunização com as vacinas, não temos outra arma senão a proteção com máscaras, uso de álcool em gel e higienização das mãos, com distanciamento social e evitar aglomeração de pessoas”, declarou Doria.
Secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn explicou aos prefeitos que a ampliação das taxas de testagem é uma arma para monitoramento e controle da pandemia. Diagnósticos positivos precisam ser acompanhados de rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente, mesmo que estejam assintomáticas.
“Temos que testar os pacientes que têm pouco sintomas, como dor de garganta, nariz entupido e febre. E todas as pessoas que estiverem no entorno, os contactantes também devem ser monitorados do ponto de vista clínico e, se necessário, a testagem. Testar de forma precoce e isolar os pacientes é controlar a disseminação do vírus na nossa população”, disse Gorinchteyn.

SEM AGLOMERAÇÃO
Em outra frente, o secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi pediu que as Guardas Civis e as Vigilâncias Sanitárias dos municípios “sejam rígidos para coibir aglomerações em ambientes públicos e privados”. A solicitação foi reforçada pelo vice-governador Rodrigo Garcia, uma vez que eventos irregulares e desrespeito às normas de distanciamento social podem ter facilitado a reaceleração do contágio entre jovens e adultos.
“Essa reunião é fundamental para apresentarmos ações de controle da pandemia em todo o estado para continuar avançando na retomada de atividades, mas preservando vidas”, declarou Vinholi. “Temos que ter um estado de atenção, e não de alarmismo. O combate à pandemia está nas nossas mãos e nas da sociedade. Quero agradecer a prefeitas e prefeitos por este esforço”, acrescentou Garcia.
O Governo de São Paulo garantiu apoio da Vigilância Sanitária Estadual a ações municipais e aumento de operações na Grande São Paulo, interior e litoral. A Polícia Militar também pode ser acionada pelas equipes locais para garantir a segurança de fiscais, principalmente em ações noturnas.
Os municípios em atenção possuem mais de 70 mil habitantes e apresentam, segundo a atualização mais recente do Plano São Paulo, ocupação média de leitos acima de 75% ou aumento de internações em mais de 10%, na comparação dos últimos sete dias com o mesmo período anterior.

Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2020

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