Região passa de 19 mil casos e 600 mortes pela Covid-19 desde março

Com os dados de terça-feira das prefeituras, região chegou a 19.100 casos positivos, dos quais 605 foram a óbito; região “religa” sinal de alerta

A região formada pelas cinco cidades da área de cobertura do Jornal Tribuna Liberal (Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia) ultrapassou na última segunda-feira (23/11) duas marcas emblemáticas, chegando a 19 mil casos positivos de Covid-19 e 600 mortes causadas pelo novo coronavírus desde março deste “ano da pandemia”. Na segunda, segundo os dados diários das prefeituras, eram 19.009 casos, dos quais 602 pacientes morreram.
A boa notícia é que a média móvel de óbitos causados pela doença voltou a cair na região, após duas semanas de altas expressivas. Foram registradas, de 17 a 23 de novembro, cinco mortes pela doença na soma das cinco cidades acompanhadas pela reportagem – média de 0,71 por dia, o que é 58,3% menor que a média móvel da semana imediatamente anterior (que teve 12 óbitos, média de 1,71 por dia).
Além disso, a média móvel de novos casos positivos também caiu ligeiramente, de 61,57 (na semana de 16/11) por dia para 60,29 nesta semana (o equivalente a uma variação de -2,1%). É a segunda semana seguida de leves quedas neste dado, após aumento abruto de 140,7% na semana encerrada em 09/11.
A média móvel é calculada somando o total de casos da semana e dividindo pelo número de dias – ou seja, 7. Ela visa exatamente “amenizar” as naturais variações diárias causadas por inúmeros fatores, permitindo um acompanhamento mais claro e preciso das tendências da pandemia. Desde o início da pandemia, a reportagem do Jornal Tribuna Liberal faz este cálculo sempre com dos dados divulgados pelas prefeituras às segundas-feiras.

MORTE EM PAULÍNIA
Também na segunda-feira (23/11), foi o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Paulínia que informou o registro de mais um óbito por Covid-19. A vítima fatal de número 87 na cidade trata-se de uma paciente idosa de 68 anos, com antecedentes de doença cardiovascular e diabetes mellitus (ambas consideradas comorbidades para casos graves da doença). Ela apresentou sintomas respiratórios em 18 de outubro, foi internada no último dia 28/10 no HMP (Hospital Municipal de Paulínia), mas não resistiu e foi a óbito no último sábado, 21/11.

MORTES DA TERÇA
Já na terça-feira (24/11), a Prefeitura de Hortolândia comunicou o registro de mais três óbitos pela Covid-19. As vítimas são um homem de 50 anos que não tinha comorbidades conhecidas e que faleceu no dia 17/11 no Hospital Emílio Ribas após ser atendido inicialmente na Unidade Respiratória do Nova Hortolândia; um idoso de 75 anos sem comorbidades que faleceu no dia 14/11 também no Emílio Ribas, na capital; e uma idosa de 73 anos com comorbidades que faleceu dia 20/11 na própria Unidade Respiratória local.
Segundo os novos boletins diários das prefeituras, com mais 91 positivos em 24 horas, a região como um todo chegou ontem a 19.100 casos positivos, dos quais 605 foram a óbito. As incidências na região já são de 2.571,83 casos positivos e 81,46 mortes para cada grupo de 100 mil moradores.

ESTADO E PAÍS
O Estado de São Paulo registrava na terça-feira 41.455 óbitos e 1.215.844 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de Covid-19, 1.084.660 pessoas estão recuperadas, sendo que 131.355 foram internadas e tiveram alta hospitalar. As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 56,1% na Grande São Paulo e 48,4% no Estado. O número de pacientes internados é de 9.247, sendo 5.356 em enfermaria e 3.891 em Unidades de Terapia Intensiva.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil somava ontem 6.087.608 casos positivos de Covid-19, com 169.485 óbitos pela doença. As taxas de incidência nacionais são de 2.896,8 contaminados e 80,7 mortos a cada grupo de 100 mil residentes no país.
“O Imperial College London divulgou nesta terça-feira que a taxa de transmissão (Rt) da Covid no Brasil é de 1,30. Isso significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para 130. É a mais alta taxa desde maio. Há duas semanas, a taxa era de 0,68. Não há como negar que a situação está piorando”, diz o virologista que é coordenador do curso de Biomedicina do IBMR (Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação) e delegado do Conselho de Biomedicina.

Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020

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