Comércio da RMC fatura 14% a mais em outubro, mas vende menos no ano

Varejo da Região Metropolitana de Campinas tem “perdas” acumuladas de R$ 4,5 bilhões entre janeiro e outubro deste ano

O Comércio Varejista (aquele que vende direto ao consumidor final) da RMC (Região Metropolitana de Campinas) faturou R$ 2,92 bilhões em outubro, mês que conta com uma das mais importantes “datas especiais” para o setor (o Dia das Crianças), aponta estimativa divulgada pela Acic (Associação Comercial de Campinas). O valor é expressivos 14,0% superior aos R$ 2,56 bilhões faturados no mês imediatamente anterior, setembro. Ou seja, o setor vendeu R$ 360,5 milhões a mais no mês passado. No entanto, o faturamento total de outubro de 2020 pelo Comércio da RMC – incluindo as cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia – ainda é 5,3% menor que no mesmo mês do ano passado, 2019, quando o setor havia faturado R$ 3,09 bilhões num tempo em que o mundo sequer sonhava em enfrentar a pandemia de Covid-19 e seus impactos na vida e na Economia. O total de vendas efetuadas em outubro de 2020 também cresceu com relação ao mês imediatamente anterior. Foram 790.933 negociações fechadas pelo Comércio da RMC, perante 716.577 em setembro deste ano – sempre segundo o método de estimativa do Departamento de Economia da Acic, que acompanha o desempenho do setor mensalmente na região. Isto dá um aumento de 10,3%, impulsionado em grande parte pelas vendas de presentes para as crianças. No entanto, na comparação com outubro de 2019, houve queda nas negociações, também de 5,3% (foram estimadas 835.462 vendas naquela ocasião).
“Os dados da Boa Vista SCPC de outubro de 2020, avaliados quanto ao faturamento, indicam que o Comércio apresentou uma redução de 5,3%, quando comparado ao mesmo mês de 2019. No entanto, apresentando uma expansão de 14,0% em relação a setembro de 2020, demonstrando que o Varejo vem se recuperando bem após o impacto negativo de abril, início do isolamento social provocado pela Covid-19”, explicou em nota a entidade de classe.
Além disso, as vendas específicas do Dia das Crianças de 2020, mesmo ainda sob o efeito da pandemia, conseguiram movimentar R$ 416 milhões na RMC, ou 97,2% das vendas registradas na mesma “data especial” de 2019 (de R$ 428 milhões). O resultado ficou acima até da previsão da própria Acic, que era de um faturamento de R$ 401,5 milhões neste ano. Ou seja, o faturamento do Comércio da metrópole com presentes, neste ano, foi “apenas” 2,8% abaixo do de 2019.

ACUMULADO
No acumulado do ano – de janeiro a outubro –, o Comércio da RMC já faturou R$ 22,72 bilhões pelos cálculos da Acic, um total 16,5% menor do que os R$ 27,23 bilhões vendidos nos primeiros dez meses de 2019. Ou seja, o Varejo das 20 cidades acumula, neste “ano da pandemia”, uma perda de movimentação estimada em R$ 4,5 bilhões.
Já quanto ao volume de vendas efetuadas, segundo a Acic, as perdas são de 17,3%, caindo de 7,46 milhões de consultas, de janeiro a outubro de 2019, para 6,17 milhões no mesmo período de 2020.

INADIMPLÊNCIA
A Associação Comercial de Campinas também divulga, mensalmente, uma estimativa da inadimplência dos consumidores perante o Comércio da RMC. Segundo a entidade de classe, em outubro de 2020, havia 502,7 mil carnês e boletos vencidos e não pagos há 60 dias ou mais, o equivalente a 15,3% do total de vendas a prazo efetuadas.
No mesmo mês (outubro) de 2019, eram 508,2 mil carnês e boletos em atraso junto ao Comércio da RMC, ou 12,7% do total de vendas a prazo em aberto naquele momento. Ou seja: pelas estimativas da Acic, o total de consumidores inadimplentes até caiu 1,0% neste ano, ainda que haja em 2020 um percentual maior de títulos não quitados.
Para o economista Laerte Martins, diretor da Associação Comercial de Campinas, essa queda absoluta na inadimplência é explicada pela queda no consumo e na melhora do índice de pagamentos de contas atrasadas.

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2020

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