Começam os ‘16 Dias de Ativismo’ pelo fim da violência contra mulher

Como nos anos anteriores, iniciativa da Prefeitura de Hortolândia inclui diversas ações e atividades que se estendem até o dia 10 de dezembro

A fim de conscientizar a população de Hortolândia com relação à violência contra a mulher, a Prefeitura promove, a partir desta quinta-feira (19/11), a Campanha dos “16 Dias de Ativismo” pelo fim da violência de gênero. Assim como nos anos anteriores, a iniciativa do Departamento de Direitos Humanos e Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Governo inclui diversas ações e atividades que se estendem até 10 de dezembro. O objetivo é sensibilizar a população no sentido de perceber e enfrentar as diversas modalidades de agressão à figura feminina.
Segundo o Departamento de Direitos Humanos, a Campanha dos “16 dias de ativismo” foi lançada em 1991 por 23 mulheres de diferentes países, reunidas no Centro de Liderança Global de Mulheres para promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres.
O período engloba datas históricas significativas, marcos de luta das mulheres, iniciando em 25 de novembro, declarado o Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres, e finalizando em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a Campanha foi antecipada para 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, fazendo o reconhecimento histórico da opressão e discriminação contra a população negra e, especialmente, as mulheres negras brasileiras cujas vidas são marcadas pela opressão de gênero, raça e classe social.

CONSCIÊNCIA NEGRA
A ação de abertura da campanha será a live (transmissão ao vivo pela internet) “Celebrando a Consciência Negra” com a presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Hortolândia, Mãe Eleonora Aparecida Alves de Souza Domingos, presidente da ONG (Organização Não Governamental) Ilê Asé Omo Oya Bagan Odé Ibô. O evento será no próprio dia 19/11, às 19h, via aplicativo Zoom. Carioca radicada em Hortolândia, a palestrante é sacerdotisa de Candomblé e tem forte atuação na área cultural, sendo uma liderança no município e na macrorregião de Campinas.
Além da live, a campanha inclui ainda publicação de vídeo com idosos da Melhor Idade, distribuição de panfletos, roda de conversa com live, palestras sobre temas relacionados, campanha do Laço Branco (em que homens buscam sensibilizar outros homens sobre o tema) e Blitz do “Não é Não”.
“O Departamento de Direitos Humanos tem como meta planejar ações para quebrar os paradigmas da naturalização de comportamentos machistas e da violência contra a mulher”, afirma a diretora do Departamento de Direitos Humanos, Josefa Teixeira.
Lançada no município em 2017, a Campanha do Laço Branco abraça a mobilização mundial em que homens já sensibilizados buscam sensibilizar outros homens para a causa. A mobilização é realizada em parceria com o CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher).

Quinta-feira, 19 de Novembro de 2020

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