Um de cada quatro eleitores da região deixa de votar nas Eleições Municipais

Maior abstenção aconteceu em Sumaré, onde 52.289 eleitores (ou 27,6% dos inscritos) não compareceram

Ainda em plena quarentena causada pela pandemia de Covid-19, as Eleições Municipais do último domingo, 15 de novembro de 2020, tiveram a maior abstenção já registrada em um pleito do tipo na área de cobertura do Jornal Tribuna Liberal. De um total de 519.945 eleitores cadastrados junto à Justiça Eleitoral, 387.543 compareceram às urnas nas cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia, o que perfaz “apenas” 74,5% do total.
Ou seja, um de cada quatro eleitores ficou em casa ou viajou. Foram 132.402 ausentes, ou 25,5% do total de inscritos. Quatro anos antes, nas mais recentes Eleições Municipais, menos de 1 em cada cinco não havia comparecido.
A alta abstenção na região ocorreu mesmo com todas as garantias de higiene e distanciamento dadas pela Justiça Eleitoral, incluindo mesários de máscaras, amplo uso de álcool em gel, horário preferencial para idosos e distanciamento mínimo nas filas das seções eleitorais.
A maior abstenção aconteceu em Sumaré, onde 52.289 eleitores (27,6% do total de inscritos) não compareceram às urnas neste ano. A menor falta foi em Paulínia, onde apenas 18.391 pessoas aptas (23,0%) não foram a um local de votação.
E, dos 387.543 presentes, apenas 327.805 (ou 84,6%) apontaram um candidato a prefeito de sua preferência. Outros 24.647 eleitores (6,4%) da região votaram em branco, e 35.091 (9,1%) anularam o voto digitando um número não existente, o que historicamente é considerado um voto de protesto.

NO PAÍS
Ainda assim, em nível nacional, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, destacou que o número de abstenções no pleito deste ano se aproximou dos índices de eleições anteriores – ele citou, expressamente, as Eleições Gerais (Nacionais) de 2018, que historicamente têm abstenção maior que as Municipais. Além disso, ressaltou que “o aprimoramento dos mecanismos eleitorais é e continuará sendo constante”.
O ministro lamentou o adiamento no processo de totalização e divulgação dos resultados na noite do domingo, provocado por um problema técnico. Para Barroso, objetivamente, a única consequência desse problema foi o atraso de pouco menos de três horas na divulgação dos dados, sem qualquer risco para a integridade do sistema e para a transparência dos resultados.
Barroso enfatizou, ainda, que um dos dados mais relevantes das Eleições deste ano, realizada em meio a uma pandemia, foi o índice médio de abstenção de pouco mais de 23%, número pouco superior ao registrado nas Eleições Gerais de 2018.
“Queria cumprimentar, de coração, o eleitorado brasileiro que compareceu em massa, apesar das circunstâncias. Efetivamente, conseguimos fazer com que tudo acabasse bem, com resultados no mesmo dia, fidedignos e todos auditáveis e conferíveis”, lembrou.
O presidente do TSE ainda destacou também a importância de continuar aperfeiçoando os sistemas eleitorais, principalmente, as urnas e as formas de divulgação de resultados. “Tudo na vida pode ser aperfeiçoado ao longo do tempo. Mas, lembramos que, em nenhum país do mundo, no mesmo dia de uma eleição, você pode divulgar o resultado na mesma noite. Isso continua sendo extraordinário em uma das maiores democracias do mundo”, destacou.

2º TURNO
A “vontade” do eleitor ainda será novamente colocada à prova neste ano em 57 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores. Eleitores de 18 capitais devem definir prefeitos e vice-prefeitos apenas no segundo turno das Eleições Municipais 2020, que ocorrerá no dia 29 de novembro. Além dessas capitais, outras 39 cidades levaram a disputa da prefeitura para o segundo turno – incluindo Campinas, Limeira e Piracicaba.

Terça-feira, 17 de Novembro de 2020

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