Especialista explica como recuperar as vendas em bares e restaurantes

Segundo Ana Paula Coelho, “se dá bem quem consegue se adaptar sem perder a qualidade e a confiança do cliente”

Segundo estimativas do IBGE, o ano de 2019 foi marcado por mudanças nos hábitos de consumo e, com isso, elevou o percentual desses gastos para 32,8% dos recursos destinados à alimentação. Em abril deste ano, a empresa Sodexo Benefícios e Incentivos divulgou um estudo que identificou uma queda de 89% no lucro dos restaurantes de áreas comerciais de São Paulo. Com o retorno das atividades de bares e restaurantes, a partir de julho, os comerciantes procuram meios para recuperar o tempo perdido enquanto estiveram fechados.
Segundo Ana Paula Coelho, CEO da Monte Carlo Alimentos, “se dá bem quem consegue se adaptar sem perder a qualidade e muito menos a confiança dos clientes”. “Um negócio mais inteligente e lucrativo depende de um planejamento e de ações rápidas quando as coisas não dão certo”, explica. Muitas pessoas já estão voltando às suas rotinas, saindo para trabalhar e se alimentando na rua. Pensando nisso, Ana Paula Coelho separou sete dicas de como ganhar mais dinheiro na retomada dos negócios.
A primeira delas é apostar na venda de marmitas. “O home office ainda é muito presente, mesmo com a flexibilização da quarentena. Segundo pesquisa da empresa de softwares Capterra e do Instituto Gartner, 77% das pequenas e médias empresas adotaram o regime, muitas até o fim do ano. Por isso, os negócios de alimentação que dependiam da movimentação de áreas comerciais, podem apostar na venda de marmitas, tanto frescas para serem consumidas imediatamente, quanto congeladas para preparo do consumidor. Podem ser oferecidos também pacotes semanais ou mensais, como forma de atrair o cliente pela praticidade”, diz.
A segunda dica é usar a criatividade. “Com a proximidade das datas festivas de fim de ano, cidades turísticas precisam se preparar para receber turistas. Uma boa alternativa é optar por técnicas como investir em entretenimento para o público infantil, como área de brinquedos ou equipamentos para desenho, além de um espaço pet friendly, ou seja, que receba os animais de estimação. Como nesse período as áreas abertas são mais procuradas pelos clientes, incluir o pet e as crianças no passeio pode ser atrativo”, explica Ana Paula.
Ela também orienta a investir em higiene e segurança. A higiene dos estabelecimentos alimentícios sempre foi determinante para o sucesso do negócio, porém, desde o início da pandemia do coronavírus, esse tópico ganhou ainda mais importância. Seguir as regras impostas para evitar a disseminação do vírus como distanciamento social e redução da capacidade total para evitar aglomerações são essenciais, além de adotar rígidas medidas de higiene como limpeza frequente e uso do álcool gel e máscara por parte de funcionários e clientes.
“Monte um cardápio que atenda todos os públicos. Oferecer diversas opções de produtos, além de atrair novos clientes, fideliza aqueles que já consomem os serviços do estabelecimento, pois oferece a praticidade de adquirir múltiplos produtos que atinjam todos os públicos em apenas um local, como por exemplo, comida saudável, pratos e lanches vegetarianos ou até mesmo com restrição à lactose. Essa estratégia já atinge parte de comércios nichados, como lojas de produtos naturais, que hoje optam por funcionar como mercearias. É importante ressaltar que o momento pós crise pede um enxugamento dos cardápios, mas os comerciantes podem optar por pratos e lanches montados pelo cliente”, inclui Ana Paula.

PROMOÇÕES
Outra dica é “trabalhar com promoções”. “A crise econômica atingiu muitos brasileiros durante a pandemia. Por isso, clientes buscam alternativas de gastar menos em suas compras. Promoções como ‘combos’ e vouchers de desconto atraem essa parcela do público e também abrangem novos consumidores, que são atraídos pela ação. Pense em formas criativas de chamar atenção do cliente para a causa em si e se organize para realizar esses atendimentos de forma que não impacte a sua estrutura. Além disso, outra atividade que tem chamado bastante a atenção são as ações solidárias com instituições sem fins lucrativos. Muitos clientes têm buscado locais que estão contribuindo com organizações que estão ajudando a população na recuperação da crise”, aponta a empresária.
Também é importante apostar nas redes sociais, a nova forma de “boca a boca”. “A quarentena intensificou a tendência do e-Commerce pelas redes sociais. Com a volta flexibilizada, elas ainda podem ser aliadas do comércio na divulgação dos produtos, pois têm potencial de atingir um grande número de pessoas e aumentar a rede de vendas. Além disso, recursos como sorteios de produtos pela plataforma do Instagram podem angariar novos clientes e visibilidade para a marca”, justifica.
Por fim, Ana Paula instrui o estabelecimento a informar os componentes dos pratos. Isto porque cada vez mais, os consumidores têm prezado por uma relação transparente com os restaurantes e empresas de alimentos. Informar corretamente os ingredientes utilizados na confecção dos produtos, além de informações como valor energético e itens que podem ser alergênicos, cria uma relação de confiança entre o comércio e o comprador.

Domingo, 25 de Outubro de 2020

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