Pesquisa revela otimismo pós-pandemia de moradores das maiores favelas do país

pandemia de Covid-19 causou uma forte queda na Economia, com a paralisação do comércio e empresas reduzindo custos para evitar a falência. Renegociações com fornecedores, acordos de redução de jornadas e salários e demissões em massa foram algumas das formas encontradas para a sobrevivência.
Para entender o impacto da pandemia na população mais vulnerável, o Outdoor Social – empresa que atua no mercado brasileiro de publicidade instalando painéis publicitários para a comunicação nas periferias e no desenvolvimento de pesquisas de opinião e consumo com este público – realizou entrevistas telefônicas com moradores das 10 comunidades mais populosas da periferia do Brasil, classificados como G10.
“Por sermos um negócio de impacto que atua dentro das comunidades, vimos a necessidade de fazer essa pesquisa junto aos moradores, para entender a realidade que eles estão vivendo e como a crise afetou a economia local” comenta Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social.
Um dos principais pontos era constatar o quão próximo deles o vírus havia chegado. A resposta de 79% dos entrevistados é que ou eles próprios ou pessoas conhecidas contraíram a doença e 90% acreditam na existência da Covid-19. A crença na existência do vírus é mais forte quando há pessoas infectadas no círculo social dos entrevistados.
Ao contrário do que se pensa, as comunidades estão mantendo um índice de 68% de isolamento social, bem maior que boa parte das cidades brasileiras que mantém médias abaixo de 60%. O principal motivo para permanecerem em casa é o medo de ficar doente – resposta de 68% dos que cumprem a quarentena. Já dos que saem de casa, 84% declaram que vão para a rua porque precisam trabalhar.

DESEMPREGO X OTIMISMO
O desemprego é uma realidade para 30% dos entrevistados, já 44% se mantém em empregos informais. O Setor de Serviços foi apontado como o último emprego por 58% dos respondentes; é também o que mantém o maior percentual de empregados formais – 64%. O desemprego é uma realidade para 30% dos entrevistados, já 44% se mantém em empregos informais.
“As pessoas estão sobrevivendo de ‘bicos’ e de auxílios. A maior parte dos sem vínculo empregatício tem recebido algum tipo de ajuda durante a quarentena, seja pelo governo (87%) ou através de instituições da sociedade civil, como igrejas, associações de moradores ou ONGs (28%)”, comenta Emília.

Domingo, 25 de Outubro de 2020

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