Funcionários do HES rejeitam proposta feita pela Funcamp e mantêm o estado de greve

Trabalhadores da Saúde do hospital regional mantém movimento ao menos até o próximo dia 18 de novembro

O Sinsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região) informou que os funcionários do HES (Hospital Estadual de Sumaré) decidiram em assembleia realizada na última terça-feira (21/10) não aceitar a proposta de dissídio feita no dia anterior pela Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas).
A proposta foi apresentada pela administradora do Hospital Estadual durante uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, para o fechamento do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) deste ano. Questionada, a Fundação não se manifestou sobre o resultado da audiência até o fechamento desta edição.
Segundo o Sinsaúde, a proposta da direção do Hospital consiste em reajuste salarial de 2,05%, parcelado em duas vezes, nos meses de novembro e fevereiro de 2021, aos funcionários que recebem salário até a faixa de técnico de Enfermagem. Já para os que estão acima da faixa, o reajuste é de 1% a partir de fevereiro de 2021. Além disso, o vale-alimentação teria o reajuste 2,05% incidente sobre maio e manutenção das demais cláusulas sociais.
“A diretoria do Sindicato promoveu uma assembleia (dia 21) para que os profissionais opinassem sobre a proposta e decidissem os rumos das negociações. A proposta foi recusada pelos trabalhadores, que decidiram continuar em estado de greve até o dia 18 de novembro, tendo em vista que ela não atende às reivindicações da categoria. Até lá, o Sinsaúde vai solicitar outra audiência de mediação pré-processual insistindo em uma proposta mais vantajosa”, apontou a entidade de classe em nota.
“O estado de greve continua. Os funcionários avaliam que o que foi oferecido não atende às necessidades básicas e está abaixo do que foi proposto pela desembargadora na última audiência de conciliação”, destacou a diretora regional do Sinsaúde, Edna Battara.
Além do reajuste de 2,05% no salário e no vale-refeição, os trabalhadores junto ao Sinsaúde reivindicam vale-alimentação de R$ 400,00 mensais e abono de R$ 500,00. “Estamos trabalhando desde o começo da Campanha Salarial para chegar a um fechamento do ACT. Porém, o hospital tem dificultado muito nas negociações e os trabalhadores entendem que as reivindicações feitas são o mínimo que eles merecem”, afirmou o diretor do Sinsaúde, Fred de Souza.
A presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento, reforçou que “os trabalhadores devem permanecer unidos ao Sindicato que tem como papel defender a categoria na luta por seus direitos, orientar nas melhores decisões e apoiar as escolhas dos trabalhadores”. “O Sindicato é a voz da categoria na mesa de negociação. Estejam juntos fortalecendo o seu Sinsaúde”, frisou.
O sindicato tenta desde agosto fechar o acordo coletivo – ou dissídio – deste ano junto à Funcamp, e chegou a realizar duas manifestações em frente ao HES, na Avenida da Amizade, em Nova Veneza. Uma greve chegou a ser marcada para o último dia 07 de outubro, mas a paralisação foi “substituída” em assembleias desde então, duas vezes consecutivas, por um estado de greve.
O hospital regional é do Estado, mas administrado pela Funcamp, cujo contrato de gestão foi recentemente renovado pelo Governo do Estado por mais seis anos por cerca de R$ 9 milhões por mês, e tem cerca de 1,3 mil funcionários (nem todos da área da Saúde). O HES é unidade de referência para a realização de cirurgias e exames de média e alta complexidade em pacientes encaminhados por Unidades Básicas de Saúde e Ambulatórios de Especialidades de cidades como Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Americana.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

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