Governo de SP anuncia a duplicação da Malha Paulista, que corta a região

Com investimentos de R$ 6 bilhões pelo Grupo Rumo, obras devem gerar 134 mil empregos ao longo da concessão

O governador João Doria (PSDB) anunciou na segunda-feira (19/10) investimentos de R$ 6 bilhões na reestruturação da malha ferroviária de São Paulo pelo Grupo Rumo Logística, beneficiando 72 cidades e 5 milhões de pessoas com mais segurança viária – incluindo a duplicação do trecho da ferrovia Malha Paulista entre Itirapina e Perequê, que corta Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, com obras também no sistema viário de algumas destas cidades.
O anúncio de ontem faz parte do Retomada 21/22, plano anunciado no último dia 16/10 por Doria para “impulsionar” a Economia do Estado. Mas as obras haviam sido viabilizadas em maio, com a assinatura da antecipação da prorrogação, por 30 anos, da concessão da ferrovia federal, atualmente utilizada apenas para o transporte de cargas.
A Malha Paulista tem 1.989 quilômetros de extensão entre Santa Fé do Sul, na divisa com o Mato Grosso do Sul, e o Porto de Santos. O atual contrato venceria em 2028, e agora vale até 2050. Foram 4 anos de procedimentos visando a prorrogação. O contrato com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) é de R$ 2,9 bilhões apenas em valor de outorga (pago à União).
Já os novos investimentos a serem realizados pela concessionária, de R$ 6 bilhões, não estavam previstos no contrato original. Além das duplicações e reativações de trechos, o contrato prevê diversas obras complementares, como ampliações de pátios, modernizações de vias e melhora na Mobilidade nas cidades cortadas pela ferrovia.
Tais obras mitigadoras dos impactos (ou “conflitos urbanos”) da ferrovia são contornos ferroviários, viadutos e passarelas – incluindo três novos viadutos em Sumaré, que vão transpor a linha férrea em dois pontos da região central e outro na região do Picerno, e o novo viaduto sobre a linha férrea na região central de Hortolândia, na altura da Vila Real, unindo as avenidas Santana (Jd. Amanda) e São Francisco de Assis.
“Essa modernização irá gerar mais segurança e eficiência operacional, maior capacidade para o sistema ferroviário, redução no tempo de trânsito das composições e redução do custo operacional”, destacou o Estado. “Com os investimentos e modernização da Malha Paulista, São Paulo volta ao protagonismo como principal eixo de ferrovia do país”, destacou João Alberto Abreu, presidente da Rumo.

EMPREGOS
A modernização da malha ferroviária deve gerar, segundo o Estado, 134 mil empregos diretos e indiretos ao longo da concessão. “Grande parte das obras deve ser concluída nos seis primeiros anos e vai proporcionar a expansão de capacidade da ferrovia de 35 milhões para 75 milhões de toneladas por ano”, afirmou o Governo (o Governo Federal falava em até 100 milhões de toneladas úteis).
“É a maior ampliação do transporte ferroviário do Estado de São Paulo dos últimos 50 anos e é o primeiro grande anúncio do plano de retomada da Economia paulista. Estão previstas duplicações, reativações de trechos inativos, ampliação de pátios e modernização total da ferrovia. Esta ação solidifica a posição do Estado como principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro, trazendo desenvolvimento e geração de emprego e renda para São Paulo e, obviamente, gerando benefício concreto para todo o país”, afirmou o governador.
A Malha Paulista forma, junto com a Malha Norte, o principal corredor de exportação do Agronegócio brasileiro. Essas duas malhas conectam a cadeia produtiva do Centro-Oeste ao Porto de Santos. Com os investimentos anunciados em São Paulo, serão recuperados dois ramais desativados: Colômbia-Pradópolis (185,6 km) e Panorama-Bauru (369,1 km), que cortam o Estado em direção ao Porto de Santos.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

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