Apreensão de maconha sintética ‘K4’ aumenta 250 % no Complexo

Administração Penitenciária tem intensificado treinamentos e fiscalizações contra entrada de ilícitos nas unidades

A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) constatou o aumento de 250% nas apreensões da maconha sintética “K4” nas unidades prisionais que fazem parte do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia de janeiro a setembro de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado. Na maioria dos casos, os familiares dos sentenciados tentam burlar a segurança encaminhando a droga em maços de cigarros e pacotes de bolachas, entre outros.
A Penitenciária Odete Leite de Campos Critter, a P2 de Hortolândia, é a unidade com maior número de apreensões. Do total de 14 registros neste ano, sete delas ocorreram na Penitenciária 2 e os demais em outros presídios do Complexo. Em 2019, houve apenas uma apreensão no Complexo no mesmo período.
O coordenador substituto da CRC (Coordenadoria Regional Central) da SAP, Francisco Ricardo Pereira de Souza, explicou que a “K4” tem apenas o mesmo princípio ativo da maconha, mas é 100 vezes mais forte.
“A droga geralmente é diluída em um pedaço de papel. Devido à sua facilidade em ser escondida em pacotes de bolacha, alimentos, entre outras ações, a Secretaria tem intensificado o treinamento de seus servidores, além de uso de equipamentos para dificultar a entrada de entorpecentes e outros objetos ilícitos como celulares. A política da nossa Secretaria é a tolerância zero para ilícito nas unidades”, disse Souza.
Segundo ele, esse tipo de entorpecente é cortado em pequenos pedaços e geralmente pode ser fumado, assim como ocorre com o cigarro. Na semana passada, agentes de segurança penitenciária do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Hortolândia realizaram mais duas apreensões de maconha sintética “K4”. A unidade também faz parte do Complexo Campinas-Hortolândia. De acordo com a SAP, a droga estava escondida em um pacote de bolo e um maço de cigarros.
De acordo com a Pasta, os funcionários encontraram três folhas com o entorpecente, dentro de uma embalagem de bolo. Em seguida, foram encontradas 13 folhas com k4 em maços de cigarros. As apreensões aconteceram no momento em que os servidores faziam a revista das correspondências enviadas por Sedex. Em ambos os casos, as remetentes são companheiras dos sentenciados.
A unidade prisional instaurou procedimento disciplinar para apurar a participação dos sentenciados, além disso, foi lavrado um boletim de ocorrência na delegacia de Hortolândia.
“Os presos que são identificados são transferidos para o isolamento em uma cela e também é instaurado um procedimento preliminar, que caso comprove que ele teve participação pode perder benefícios como progressão de pena, entre outras questões”, explicou o coordenador substituto.

Sábado, 17 de Outubro de 2020

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