Aumento do crédito consignado em folha deve ‘movimentar a Economia’

A Medida Provisória que amplia para até 40% a margem de concessão de crédito consignado para os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (02/10). Por ser uma MP, as regras entram em vigor imediatamente e são enviadas para aprovação do Congresso Nacional. Agora aposentados e pensionistas podem comprometer até 35% do benefício com empréstimo consignado e mais 5% para uso de cartão de crédito na modalidade saque.
Com esta medida, o mercado de crédito estima uma injeção de cerca de R$ 30 bilhões na economia. Para Yasmin Melo, presidente do INAF (Instituto do Agente Financeiro) e idealizadora do movimento Gigantes do Consignado, a ampliação do limite do crédito consignado representa uma grande conquista para os aposentados, que poderão trocar dívidas com juros mais altos por crédito mais barato.
Estudo realizado pelo INAF com mais de dois mil aposentados de todo o país revelou que a maioria tem dívidas com juros altos. A pesquisa perguntou aos aposentados o que eles fariam com os recursos, caso tivessem acesso a mais limite de crédito consignado. Pagamento de contas essenciais, de dívidas, compra de alimentos, de remédios e ajuda a familiares que perderam o emprego na crise foram as principais respostas apontadas.
Um dos objetivos do governo, com a ampliação da margem, é possibilitar que potenciais endividados tenham acesso a empréstimos consignados com juros menores. “Esta medida chega em boa hora. Os aposentados terão a oportunidade de trocar as dívidas por crédito mais barato e isto vai impulsionar a economia neste momento tão delicado”, avalia Yasmin.
O Brasil tem hoje mais de 1,5 milhão de correspondentes bancários, responsáveis por quase 50% de todo o crédito consignado liberado no país. O aumento da margem é uma briga dos agentes financeiros que começou há mais de seis meses, depois que a categoria detectou as dificuldades enfrentadas pelos aposentados para conseguir crédito mais barato. Com o fechamento de empresas e o aumento do desemprego causados pela pandemia, muitos aposentados e pensionistas tornaram-se os responsáveis pelo sustento das famílias e acabaram se endividando. Uma das ações do movimento pelo aumento da margem foi a realização de uma petição, que colheu mais de 20 mil assinaturas em todo o país.
De acordo com o governo federal, os novos limites devem valer para empréstimos concedidos até 31 de dezembro deste ano. A briga do setor, agora, é que a MP se torne lei para que os aposentados e pensionistas continuem tendo acesso a um limite maior de crédito mais barato. A classe também quer ampliar a regra para funcionários públicos.

Domingo, 11 de Outubro de 2020

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