Rio de Janeiro - O prefeito Eduardo Paes visita o canteiro de obras do Museu do Amanhã, em construção no Pier Mauá, zona portuária do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Comércio da RMC fatura 10,35% mais em agosto que em julho, aponta Acic

No entanto, faturamento acumulado do setor regional ainda é quase 19% menor do que no mesmo período de 2019

O Comércio Varejista da RMC (Região Metropolitana de Campinas) faturou R$ 2,49 bilhões em agosto de 2020, em período quase todo na “fase 3 – amarela” do Plano São Paulo, com a reabertura de todas as lojas (essenciais e não essenciais). Trata-se de uma parcial mensal 10,35% superior ao faturamento do mês imediatamente anterior, julho, em que as cidades haviam regredido para as fases “1 – vermelha”, a mais restritiva da quarentena, e “2 – laranja”.
No entanto, os dados mensais, estimados e analisados a partir de informações da Boa Vista SCPC pelo economista Laerte Martins, diretor da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), mostram que o faturamento do Comércio da RMC, em agosto deste ano, foi 12,35% menor do que no mesmo mês do ano passado, 2019 – quando o mundo sequer sonhava em passar pela atual pandemia de Covid-19. Um ano atrás, o setor havia faturado R$ 2,85 bilhões.
No acumulado do ano, as perdas de faturamento pelo Comércio Varejista das 20 cidades da RMC – incluindo Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia – já é de 18,9%, segundo as mesmas estimativas da Acic. Ao final do 2º quadrimestre do ano passado, o setor acumulava vendas de R$ 21,27 bilhões. No mesmo período deste “ano da pandemia”, essa parcial caiu para R$ 17,23 bilhões.
“Avaliando o período acumulado de janeiro a agosto de 2020, as vendas na RMC representaram uma perda no faturamento do Comércio Varejista de R$ 4,04 bilhões em relação ao mesmo período de 2019”, aponta Martins.
O total de vendas fechadas confirma ambas as quedas no movimento no Comércio da RMC. Em agosto deste ano, foram 681,0 mil negociações, perante 776,9 mil no mesmo mês de 2019 – uma redução também de 12,35%. No acumulado deste ano, são 4,66 milhões de vendas fechadas, uma queda de 20,0% frente às 5,83 milhões de vendas fechadas nos oito primeiros meses de 2019.
Os setores que tiveram crescimento nas vendas foram as Drogarias e Farmácias (3,13%) e os Supermercados (17,50%,) na categoria Bens Não Duráveis, e Materiais de Construção (34,06%), em Bens Duráveis. No entanto, tiveram as vendas reduzidas os setores de Vestuário (- 25,15%), Turismo e Transportes (-71,20%) e Bares e Restaurantes (-51,20%). Esses dois últimos setores estão na categoria de Vendas de Serviços.
Especificamente quanto ao Dia dos Pais, o faturamento foi de 42% em relação à mesma data do ano passado – um resultado melhor do que o previsto pela própria Acic, que no final de julho esperava, inicialmente, vendas correspondentes a apenas 39% do total do Dia dos Pais de 2019.

INADIMPLÊNCIA
Já os dados da inadimplência calculados pela Acic mostram uma ligeira queda no total de carnês vencidos e não pagos há 60 dias ou mais na RMC. São 442,0 mil consumidores nesta situação neste ano, um total 1,8% menor do que os 450,3 mil devedores perante o Comércio regional no mesmo mês de 2019.
No entanto, como há menos negociações neste ano, o percentual de carnês em atraso agora é maior do que em agosto de 2019: os 442,0 mil consumidores inadimplentes de agora são 17,8% do total de vendas a prazo, percentual que no mesmo mês do ano passado era de “apenas” 14,5%.
Ainda segundo o balanço mensal da Acic, as vendas digitais (feitas pelas empresas de e-Commerce da região), aliadas à crescente prática do delivery (entregas), “expandiram 63,5% em relação ao ano passado em Campinas e Região” no último mês de agosto.
Por fim, segundo o economista Laerte Martins, “a previsão para setembro de 2020 é a de que o Comércio da RMC ainda sofra algumas perdas, mas menores do que nas fases anteriores” da quarentena.

Domingo, 27 de Setembro de 2020

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