Estado amplia testes da Coronavac para mais quatro centros de pesquisa

Com isso, quantidade de voluntários do estudo coordenado pelo Instituto Butantan será ampliada de 9 mil para 13 mil

O governador João Doria (PSDB) anunciou sexta-feira (25/09) a ampliação da testagem da vacina Coronavac para mais quatro centros de pesquisa, em Barretos, Campo Grande/ MS, Cuiabá/MT e Pelotas/ RS. Com isso, a quantidade de voluntários do estudo coordenado pelo Instituto Butantan será ampliada de 9 mil para 13 mil voluntários. Ao todo, são 16 centros de estudos espalhados por 7 estados brasileiros e o Distrito Federal – incluindo o HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp, em Campinas.
“A Coronavac já vem sendo testada em 12 centros de excelência. Com o apoio da Anvisa, o Instituto Butantan amplia agora a testagem da terceira fase da Coronavac para mais quatro centros de pesquisa”, afirmou Doria.
O Instituto Butantan recebeu a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a inclusão de mais voluntários na terceira e última fase de estudos clínicos que estão testando a Coronavac no Brasil. A ampliação também foi aprovada pelo Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa). Desta forma, os ensaios clínicos passam a acontecer em 16 centros espalhados em 7 estados brasileiros e no Distrito Federal.
O perfil dos voluntários que poderão se candidatar ao estudo permanece praticamente o mesmo. Profissionais da saúde que estejam trabalhando no atendimento a pacientes com Covid-19. A diferença é que agora não será feita triagem para verificação de infecção prévia pelo coronavírus.
Até então, os estudos não permitiam a participação de voluntários com mais de 60 anos. Agora, este grupo de pessoas pode se candidatar. Já as mulheres não podem estar grávidas ou estarem planejando uma gravidez nos próximos três meses. Importante lembrar que outra restrição é não apresentar doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

TECNOLOGIA
A vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Sinovac Life Science, é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. Por isso, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao Sistema de Saúde deva ocorrer mais facilmente.
O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em milhares de voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.
A farmacêutica forneceu então ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.
“A união da experiência do Butantan na produção de imunobiológicos aos esforços da Sinovac permitirá que logo o país tenha uma vacina efetiva e segura contra a Covid-19, protegendo as pessoas e salvando milhares de vidas”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China quanto no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde). Os passos seguintes serão o registro do imunizante pela Anvisa e fornecimento em todo o Brasil.

Sábado, 26 de Setembro de 2020

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