Setor Têxtil debate prioridades com a secretária Patrícia Ellen

Entidades fazem apelo pela manutenção do crédito outorgado do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

Entidades representativas do Setor Têxtil paulista estiveram terça-feira (22/09) em São Paulo em reunião com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Foram debatidas as prioridades do setor com a retomada das atividades econômicas, para melhoria da competitividade, inovação e tecnologia, proteção e criação de novos empregos. Entre os principais apelos ao governo é a manutenção dos benefícios do crédito outorgado do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), estadual.
Participaram da reunião o presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estamparia e Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré), Leonardo Sant’Ana, o presidente do Sinditêxtil-SP, Luiz Arthur Pacheco, e o presidente do Sindivestuário, Antonio Trombeta, entre outros líderes empresariais.
A secretária também participou, em um segundo momento, de uma reunião virtual com representantes das entidades parceiras do APL (Arranjo Produtivo Local) Têxtil e de Confecção da região, como secretarias de Desenvolvimento Econômico, Associações Comerciais, Ciesp, Sebrae, Fidam, Fatec, Senai e Centro Universitário Salesiano – além do Sinditec, Sinditêxtil e Sindivestuário.
Os participantes destacaram a importância do Setor Têxtil e de confecção para a Economia regional, além de ser um forte gerador de empregos. Na confecção, por exemplo, perto de 75% da mão de obra é feminina.
Americana e região continuam sendo o maior produtor de tecidos planos da América Latina e um dos maiores produtores de denin (jeans) do Brasil. A região concentra mais de 50% das tecelagens existentes no país. O presidente do Sinditec, Leonardo Sant’ Ana, ressaltou que o reconhecimento do APL vai fortalecer a região e a parceria com essas instituições é fundamental para o seu funcionamento e implantação de projetos.
A secretária Patrícia Ellen comentou que será finalizada a revisão de prioridades do setor, após o período mais crítico da pandemia do Covid-19, para definição dos pontos de atuação conjunta, as iniciativas a serem concretizadas e estabelecer um cronograma de atuação para os próximos 12 meses.

PRIORIDADES
As prioridades a serem discutidas com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico incluem ainda, segundo as entidades, simplificar os processos de pedido de regime especial; promover editais reembolsáveis e não-reembolsáveis para estímulo à inovação – em parceria com Universidades, agências de fomento e Centros de Pesquisa; criar ambientes, workshops e fóruns para o setor discutir PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) e possibilidades de desenvolvimento; firmar parceria entre os componentes dos Polos e o IPT para uso das soluções do instituto; criar novos programas para capacitação profissional, desenhados de acordo com a demanda do setor; e promover a intensificação do combate à informalidade e a sonegação, com o fortalecimento de políticas públicas, visando o aumento da competitividade das empresas paulistas.
O Estado de São Paulo registrava, antes do início da pandemia, 8 mil empresas do setor têxtil e de confecções e 455 mil empregos diretos, sendo a maioria na Grande São Paulo (4,3 mil empresas e 231 mil trabalhadores) e na microrregião de Sumaré, Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa (540 empresas, com 39,7 mil trabalhadores). O Estado representa quase 30% do faturamento nacional do setor.

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

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