Leitura desenvolve competências para a vida adulta e o mercado de trabalho

De acordo com diretor da Anhanguera de Sumaré, quarentena é momento ideal para incentivar esse hábito

Conforme preconizado pela ONU, por meio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a alfabetização é essencial para o desenvolvimento social e econômico mundial. A leitura, hábito indispensável para a formação de crianças e adultos e um dos pilares do processo de alfabetização, pode cumprir um papel ainda mais fundamental durante o isolamento social, época em que os alunos estão longe do convívio escolar, conforme explica o diretor das unidades da Anhanguera de Sumaré e Limeira, Marco Antônio Torres.
Segundo a PNAD, divulgada pelo IBGE em junho de 2019, é considerado alfabetizado aquele que sabe ler e escrever um bilhete simples. O conceito parece fácil de ser atingido, mas no Brasil, segundo os dados da pesquisa, essa é uma realidade distante para mais de 11,3 milhões de brasileiros considerados analfabetos.
“A educação é o melhor caminho para transformar esse triste índice. E não se pode falar em educação sem falar de leitura, que tem um papel muito importante e contribui no desenvolvimento intelectual, pessoal e socioemocional das pessoas, independentemente da idade”, afirma.
Em relação às crianças que estão no processo de alfabetização, o professor orienta que as famílias devem tornar o período da quarentena uma oportunidade para estabelecer trocas saudáveis no ambiente familiar, estimulando a leitura.
“Além do conhecimento que adquirem na escola, a leitura quando incentivada dentro de casa, em horários alternativos e junto à família, apoia o aprendizado e o desenvolvimento de competências e habilidades muito importantes para a vida adulta e o mercado de trabalho, como interpretação, criatividade, empatia, tolerância, além de capacidade e senso crítico. Além disso, tem o poder de nos levar para outros lugares e nos tirar do tédio e da solidão, sentimentos que tendem a aumentar nesse período de isolamento”, explica.
Marco Antônio destaca que os contos infantis têm um papel fundamental também na construção do sujeito-leitor. “Eles são primordiais para ensinar às crianças futuras experiências que elas encontrarão durante seu crescimento intelectual. Não há processo de aprendizagem sem leitura, principalmente quando pretendemos desenvolver as competências intelectuais. Quando trabalhamos com contos infantis na escola, a priori, eles cumprem um papel didático, como é o caso das fábulas, cuja moral permeia a narrativa e os contos infantis também fazem com que as crianças entendam o mundo adulto que eles irão vivenciar mais tarde”, complementa.
Outro ponto importante é que a leitura pode ser o portal para conhecer outros mundos, o que inclui também novas culturas e pontos de vistas diferentes.

PAIS INCENTIVAM
O especialista reforça ainda que, para pais que são leitores assíduos, a tarefa de incentivar o hábito no público infantil pode ser mais fácil. “Sabemos que o período da quarentena mudou o comportamento social do mundo inteiro e exigiu uma nova reconfiguração do lar. No caso de pais que já praticam a atividade, o processo de usar a leitura como passatempo pode acontecer de forma mais natural, pois no ambiente doméstico existe esta partilha de experiência de livros e revistas e a criança começa a enxergar a leitura como algo agradável e com significados diversos. Contudo, no caso de pais que não exercitam esta prática, o desafio é maior. De qualquer forma, é importante ressaltar que este é um bom momento para iniciar esse costume”, orienta Torres.

Domingo, 20 de Setembro de 2020

Veja Também

Justiça confirma a candidatura de Perugini à reeleição em Hortolândia

Juíza entendeu que rejeição das contas de 7 convênios não caracteriza as situações previstas na ...