Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal

4,8% da população ocupada seguem afastados do trabalho pela quarentena

IBGE divulgou o resultado da PNAD Covid-19 para a 3ª semana de agosto; 7,3 milhões de estudantes seguem sem aulas

Cerca de 4,8% da população brasileira ocupada estavam afastados do trabalho devido à quarentena em função da pandemia de Covid-19 na terceira semana de agosto, aponta a mais recente PNAD Covid-19 divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa proporção ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (quando esse percentual foi de 5,2%), e bem abaixo da primeira semana da pesquisa, de 03 a 09 de maio (19,8%).
Além disso, 7,3 milhões de estudantes brasileiros (ou 15,9% do total) não tiveram atividades escolares nesta semana de 16 a 22 de agosto. Esse contingente ficou estatisticamente estável frente à semana anterior (7,6 milhões ou 16,6% dos estudantes).
A PNAD Covid-19 estimou em 82,7 milhões a população ocupada do país na semana de 16 a 22 de agosto, com estabilidade em relação à semana anterior (82,1 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).
A população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 75,9 milhões de pessoas, ficou estável em relação à semana anterior (75,1 milhões), mas aumentou frente à semana de 03 a 09 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,3 milhões (ou 10,9% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,3 milhões ou 11,1%). Já em relação à 1ª semana de maio, houve estabilidade em números absolutos (8,6 milhões) e queda, em percentual (13,4%).
O nível de ocupação (48,6%) ficou estável frente à semana anterior (48,2%) e caiu em relação à semana de 03 a 09 de maio (49,4%). A “proxy” da taxa de informalidade (33,4%) ficou estável em relação à semana anterior (34,1%), mas recuou frente à 1ª semana de maio (35,7%).
Cerca de 4,0 milhões (ou 4,8% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou estatisticamente estável frente à semana anterior (4,3 milhões ou 5,2%), mas caiu frente à semana de 03 a 09/05 (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).

DESOCUPADOS
A população desocupada (12,6 milhões de pessoas) ficou estável frente à semana anterior (12,9 milhões de pessoas), mas superou a da 1ª semana de maio (9,8 milhões). Com isso, a taxa de desocupação ficou em 13,2% para o período de 16 a 22 de agosto, estável em relação à semana anterior (13,6%) e com alta frente à primeira semana de maio (10,5%). A taxa de participação na força de trabalho (56,0%) na semana de 16 a 22 de agosto ficou estável frente à da semana anterior (55,7%) e à primeira semana de maio (55,2%).
A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 75,0 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (75,4 milhões) e, também, frente à semana de 03 a 09 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 26,9 milhões de pessoas (ou 35,9% da população fora da força de trabalho). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (27,1 milhões ou 35,9%) e à semana de 03 a 09 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).
Cerca de 17,1 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 22,9% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (17,7 milhões ou 23,5%), mas diminuiu frente à 1ª semana de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

7,3 mi de alunos não tiveram atividade escolar na semana
Também na semana de 16 a 22 de agosto, o país tinha cerca de 46,0 milhões de estudantes que frequentavam escolas ou universidades. Destes, 15,9% (ou 7,3 milhões) não tiveram atividades escolares na terceira semana de agosto. Esse contingente ficou estatisticamente estável em relação à semana anterior (7,6 milhões ou 16,6% dos estudantes) e caiu em relação à semana de 28 de junho a 04 de julho (9,0 milhões ou 20,0% dos estudantes).
Entre os 37,7 milhões de estudantes que tiveram atividades escolares na terceira semana de agosto, 25,0 milhões (ou 66,2%) tiveram atividades em cinco dias da semana, mantendo estabilidade frente à semana anterior (24,3 milhões, ou 66,0%).
Cerca de 87,6 milhões de pessoas ficaram em casa e só saíram por necessidade básica na semana de 16 a 22 de agosto, o equivalente a 41,5% da população. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (86,4 milhões ou 40,9% da população). A parcela da população que ficou rigorosamente isolada (19,7% ou 41,6 milhões) caiu em relação à semana anterior (21,0% ou 44,4 milhões).
Já contingente dos que não fizeram restrição (2,1% ou 4,5 milhões) ficou estável frente à semana anterior (2,1% ou 4,4 milhões). O número daqueles que reduziram contato, mas continuaram saindo de casa e/ou recebendo visitas (76,4 milhões ou 36,2%) cresceu frente à semana anterior (74,5 milhões ou 35,3%).

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2020

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