Novo comandante do 48º BPM/I intensifica trabalho para redução de índices criminais

Oficial enfatiza que o trabalho da instituição nunca deve parar, principalmente nesta época de pandemia

Com 28 anos dedicados à Polícia Civil, o tenente-coronel Luciano Fraga Maciel é o novo comandante do 48º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior). Com sede em Sumaré, o Batalhão também atende as cidades de Monte Mor, Nova Odessa e Hortolândia. Maciel assumiu sua nova função no dia 31 de agosto de 2020, em substituição ao antigo comandante Carlos Eduardo Fanti, que se aposentou.
Entre as suas prioridades, estão a continuidade dos trabalhos realizados pelas gestões anteriores, manter as prisões de foragidos da Justiça, continuar os trabalhos com outras forças de segurança, entidade e comunidade, além de manter a atuação diante do inimigo invisível, o novo coronavírus. Vinte e quatro horas por dia, os policiais estarão nas ruas, com os devidos cuidados, pois segundo ele “a PM não pode parar”. Confira a entrevista concedida ao Jornal Tribuna Liberal.

JORNAL TRIBUNA LIBERAL: Qual é a formação do senhor?
Luciano Fraga Maciel: Sou bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Bacharel em Direito pela Universidade Paulista. Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Quando o Sr ingressou à PM?
Sou policial militar há 28 anos. Em 1992 ingressei na Polícia Militar como Aluno Oficial, no curso de formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar do Barro Branco, tendo sido recentemente promovido ao posto de tenente-coronel da Polícia Militar, no dia 25 de agosto de 2020.

Quais foram os locais onde trabalhou?
No início da carreira trabalhei no 2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, na zona leste da Capital Paulista. Como tenente e capitão, trabalhei no 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, nas regiões de São José do Rio Preto, Franca e Ribeirão Preto. Como major, trabalhei no Comando de Policiamento Ambiental, sediado em São Paulo e novamente no 4º Batalhão Ambiental, sendo que, desde o dia 31 de agosto de 2020 com a promoção a tenente-coronel, assumi o comando do 48º Batalhão de Polícia Militar do Interior, sediado em Sumaré e responsável pelo policiamento ostensivo e preservação da ordem pública de Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Monte Mor.

Quais trabalhos pretende realizar no 48º? Quais serão suas missões?
Pretendo dar continuidade aos trabalhos realizados pelos comandantes anteriores, com o objetivo de sempre buscar a melhoria do policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública dos municípios da área de abrangência do Batalhão, proporcionando à população a diminuição de índices criminais. A Polícia Militar de São Paulo tem as seguintes missões, declaradas em seu Plano de Comando: proteger as pessoas; fazer cumprir as leis; combater o crime; e preservar a ordem pública. A missão de um comandante de batalhão é fazer com que a unidade cumpra essas missões, trabalhando com o emprego eficiente dos policiais militares no território, com treinamento e capacitação, com a utilização de viaturas, armamentos, equipamentos e tecnologias para a diminuição do crime, sempre alinhados aos valores da Instituição, tais como: profissionalismo, honra, dignidade humana, honestidade, coragem, disciplina, entre outros.

Quais serão suas prioridades? Como analisa os indicadores criminais das regiões atendidas pelo 48º?
As prioridades serão as ações policiais no sentido de manter em níveis baixos os principais índices criminais que impactam na sensação de segurança da população. Com a utilização do Plano de Policiamento Inteligente e o emprego dos programas de policiamento, tais como os Programas de Radiopatrulha, Força Tática, Rocam (Ronda Ostensiva com Motocicletas), o 48º BPM/I vem num crescente de diminuição de crimes. Como exemplo podemos citar o comparativo do primeiro semestre do ano passado com o mesmo período deste ano de 2020 em relação a alguns crimes: tivemos redução de 100% em crimes de latrocínio; redução de 38% em crimes de roubos (exceto veículos); redução de 19% em roubos de veículos; redução de 33% nos furtos (exceto veículos) e redução de 21% nos furtos de veículos. Portanto, a prioridade é o acompanhamento da dinâmica dos crimes, buscando a prevenção e a diminuição dos delitos. Outra prioridade é estreitar laços e buscar aumentar a integração com os outros órgãos que também são responsáveis pela segurança, tais como a Polícia Civil, a Polícia Técnico Científica, a Polícia Federal, as Guardas Municipais, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, as Prefeituras Municipais e os Consegs. Todos esses órgãos trabalham em favor da segurança da população e, trabalhando juntos, os resultados são potencializados.

Acha importante a prisão de foragidos da Justiça?
É importante a prisão de foragidos da Justiça o quanto antes para evitar que voltem a praticar novos crimes antes de cumprirem a pena por crimes antigos. Um criminoso foragido da Justiça, de certa forma, desmoraliza todo o sistema de segurança pública do Estado e pode até incentivar indiretamente pessoas a ingressarem no crime por observarem foragidos agindo livremente. Essas prisões aliadas às apreensões de armas ilegais são duas ações que a Polícia Militar realiza que têm um caráter preventivo significativo contra o cometimento de crimes graves e acontecem a partir de uma atitude proativa dos Policiais, demonstrando que estão atentos ao que ocorre em seu território de policiamento.

Qual a sua análise sobre a alta demanda das escoltas de presos que são realizadas pelo Batalhão?
Essa é uma característica do 48º BPM/I devido ao complexo penitenciário existente em nossa área de atuação. Além das missões de policiamento realizadas no dia a dia, também são feitas as escoltas de presos. O Batalhão se organizou para atender a essa demanda e trabalha alinhado ao Poder Judiciário e à Secretaria de Administração Penitenciária de maneira que não há prejuízos ao policiamento da área e nem às escoltas.

Como pretende atuar contra o inimigo invisível, o novo coronavírus, visto que assim como os profissionais da saúde, a PM também atua na linha de frente?
Desde o início da pandemia no Estado de São Paulo, a Polícia Militar adotou procedimentos voltados a preservar a saúde de seus policiais militares, que são a força de trabalho da Instituição e que continuou a trabalhar ininterruptamente apesar das restrições impostas pela quarentena. Os policiais são orientados quanto aos cuidados em abordagens a pessoas e veículos, por exemplo, bem como quanto à utilização de equipamentos de proteção individual como máscaras e luvas. Esse é mais um risco inerente ao desempenho da profissão dos policiais militares que exercem uma atividade estatal essencial à sociedade e que não pode parar.

Como a PM atua no combate aos crimes relacionados contra o patrimônio? E contra a vida?
A PM utiliza ferramentas do Plano de Policiamento Inteligente para acompanhar diariamente onde ocorrem os crimes contra o patrimônio, a partir do registro de vítimas desses crimes. Por isso é importante que as pessoas registrem os crimes dos quais foram vítimas. A partir desse monitoramento são empregadas as Unidades de Serviço em locais e horários específicos. Quanto aos crimes contra a vida a Polícia Militar atua em situações que têm um potencial de culminar em homicídios e lesões corporais, tais como apreensões de armas de fogo, crimes de tráfico de drogas, policiamento em locais irregulares que atraem pessoas para reuniões com consumo de bebidas alcoólicas e drogas, como bares irregulares (sem alvará de funcionamento). Neste caso de comércios sem alvará as Unidades de Serviço fazem o registro das atividades do local e o fato é encaminhado às prefeituras municipais e órgãos afins para fiscalização e embargo das atividades. A população também pode participar da atuação policial fornecendo informações sobre ocorrências de crimes através do telefone 190 da Polícia Militar e do número 181 do Disk Denúncia da Secretaria Estadual da Segurança Pública. O 48º BPM/I, nos três últimos anos, foi o primeiro colocado no Estado no atendimento com sucesso, ou seja, confirmação do fato criminoso informado com prisão de autores e apreensão de produtos ilícitos, de crimes comunicados pela população através do Disk Denúncia, o que demonstra que a população confia no serviço da Polícia Militar. Essas comunicações de crimes e irregularidades são feitas de forma anônima por telefone ou pelo site da SSP.

Qual a sua avaliação da implantação do 10º Baep no CPI-9?
Trata-se de mais uma modalidade de policiamento para ajudar na missão de combater o crime em nossa região. Portanto, vejo como positiva essa implantação, sendo que o 48º BPM/I assim como todas as Unidades do CPI-9 trabalham de maneira integrada com o 10º Baep no atendimento de demandas operacionais de toda a região.

Qual o conselho que o senhor dá aos jovens que pretendem ingressar na carreira?
A Polícia Militar tem duas opções de entrada: as Escolas de Formação de Soldados PM e a Escola de Formação de Oficiais PM. O conselho que dou aos jovens interessados em ingressar na Instituição é que tenham esforço, tenacidade e vontade de servir à população.

Domingo, 13 de Setembro de 2020

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