Servidores impedem a entrada de celulares e drogas em penitenciária

Relógios, placas de celular e entorpecentes foram enviados por meio de Sedex para sentenciados; investigação vai apurar se presos participaram

Agentes de segurança penitenciária evitaram duas “entregas” de relógios, placas de celular e entorpecentes que estavam escondidos em bolachas recheadas, na tarde de quarta-feira (09/09), na Penitenciária Odete Leite de Campos Critter – a “P2” de Hortolândia, que faz parte do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia. O primeiro flagrante ocorreu por volta das 14h, quando agentes penitenciários faziam a revista das correspondências e encontraram um relógio smartwatch com uma tela para substituição, supostamente enviados por Sedex pela avó de um sentenciado. Em seguida, encontraram em outra correspondência 12 balas com maconha e outras 44 contendo cocaína, além de uma placa de aparelho celular, que teria sido enviada pela mãe de outro detento.
Diante do ocorrido, foi feito um boletim de ocorrência na Delegacia de Hortolândia e a unidade prisional instaurou procedimento disciplinar para averiguar se os presos, que receberiam as encomendas, tiveram participação no ocorrido.
A SAP (Secretaria Estadual da Administração Penitenciária) informou que a mãe de um sentenciado teria tentado entregar 49 gramas de maconha escondidos na palmilha de um tênis, enviado via Sedex, no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Hortolândia, na última terça-feira (08/09).
Outro caso ocorreu no último dia 28, na Penitenciária Odete Leite de Campos Critter. Os funcionários da unidade que faz parte do Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia apreenderam 39 pedaços de papel contendo maconha sintética do tipo “K4”. A droga estava escondida no cós de duas bermudas, que teriam sido enviadas por Sedex para um sentenciado.
Dois dias antes, em 26/08, os agentes localizaram 52 gramas de maconha escondidos em três embalagens de bolo e 232 gramas de cocaína dentro de embalagens de suco. A mãe de um preso do CPP (Centro de Progressão Penitenciária Professor Ataliba Nogueira), de Campinas, também tentou mandar 22 pedaços de papel, escondidos na aba de um boné, contendo a droga sintética. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, os objetos pessoais teriam sido enviados via Sedex no dia 25/08.
Já no dia 22/08, servidores do CPP de Hortolândia, impediram a entrada de 188 gramas de maconha na unidade prisional. A droga estava escondida dentro da embalagem de suco, que teria sido enviada por Sedex para um sentenciado.
Uma placa de microcelular foi localizada em um pacote de salgadinhos industrializados por agentes de segurança da Penitenciária Odete Campos Leite Critter, a Penitenciária 2 de Hortolândia, no dia 20/08. A encomenda teria sido enviada pela mãe do sentenciado. O material apreendido foi levado à delegacia, onde foi registrado boletim de ocorrência.
Ainda na mesma unidade, no último dia 17/08, uma companheira de um sentenciado enviou por Sedex, algumas porções de maconha e cocaína, que estavam escondidas em 13 sachês de catchup e 12 de mostarda. De acordo com a Pasta, o sachê de catchup continha maconha e o sachê de maionese continha cocaína. Os funcionários da unidade que receberam a encomenda direcionada a um preso perceberam que os sachês tinham algo estranho. Aparentemente, os sachês estavam lacrados, um agente gravou um vídeo, no momento em que cortava a embalagem com uma tesoura. Os entorpecentes foram levados ao Plantão Policial, onde foram apreendidos. A Polícia Civil vai apurar o caso.
Na manhã do dia 18/08, os servidores do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Hortolândia, impediram a entrada de 364 gramas de cocaína na unidade prisional. A droga estava escondida dentro de uma embalagem de farofa, que teria sido enviada por Sedex para um sentenciado. No dia 14/08, os agentes do CPP de Hortolândia também encontraram 43 gramas de maconha dentro de uma embalagem de pão de forma. O alimento foi enviado por Sedex, pela irmã de um sentenciado. O material apreendido foi levado à Delegacia de Plantão de Hortolândia, onde foi feito boletim de ocorrência. Assim como nos demais casos, a unidade prisional abriu procedimento investigatório com objetivo de averiguar a participação do preso neste caso.

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2020

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