Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal.

Governo Federal prorroga Auxílio Emergencial por mais quatro meses

Cada nova parcela será de R$ 300,00 até dezembro; custo é de R$ 25 bilhões por mês aos cofres públicos federais

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na terça-feira (1º/09) que o Auxílio Emergencial será prorrogado por mais quatro meses – ou seja, até dezembro. Cada parcela será de R$ 300,00 – com um custo estimado em R$ 25 bilhões por mês aos cofres públicos. O anúncio ocorreu no Palácio da Alvorada após o presidente se reunir com líderes partidários.
O Governo Federal adiantou que enviará uma medida provisória ao Congresso até esta quinta-feira estabelecendo a prorrogação do abono, voltado às famílias mais afetadas pela pandemia de Covid-19.
Bolsonaro voltou a afirmar que “o benefício é muito para quem o paga (o Governo) e pouco para quem o recebe (as famílias)”. As transferências do auxílio emergencial ocorrem por lotes, conforme a data de aprovação dos beneficiários. O cadastro para receber o benefício terminou em 02 de julho.
Praticamente metade da população brasileira solicitou o Auxílio Emergencial, e pouco mais de um quarto recebeu o benefício até a parcela referente a agosto. Segundo a Dataprev, mais de 148 milhões de CPFs foram analisados para o recebimento do Auxílio Emergencial, com quase 70 milhões de pessoas sendo consideradas elegíveis.
A estimativa do Governo Federal é de que o benefício chegue de forma direta ou indireta a mais de 126 milhões de cidadãos. De acordo com o Governo Federal, foram investidos cerca de R$ 184 bilhões no pagamento do auxílio até agora.

POBREZA
A verba, fundamental para a sobrevivência de milhões de pessoas, também ajudou a baixar a taxa de pobreza extrema no país ao menor nível em 40 anos, segundo levantamento do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas).
A partir das pesquisas de Amostras Domiciliares do IBGE, em especial a PNAD Covid-19, foi possível mensurar que de maio para junho, o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza caiu de 4,2% para 3,3%, ou sete milhões de pessoas. Desde a década de 1980, quando os levantamentos ficaram mais precisos e a taxa de pobreza extrema superava os 15%, não se via algo assim.
As pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, segundo critérios da ONU (Organização das Nações Unidas), são aquelas que vivem com menos de 1,90 dólares por dia, por pessoa na família, o que dá algo em torno de R$ 290 por mês.
Com o Auxílio Emergencial, principalmente nas regiões mais vulneráveis, como Norte e Nordeste, a renda aumentou cerca de 11,7% em média segundo o levantamento, o que impacta positivamente na Economia que sofre neste momento de pandemia. No Nordeste, a ampliação foi superior a 23% e no Norte o incremento registrado foi de aproximadamente 26%.
Com o eventual fim do Auxílio Emergencial ao final de 2020, “é possível que a situação fique ainda pior que a registrada nos últimos 40 anos”. No mesmo período do ano passado, o contingente de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza era de 6,9%, o que representa 14 milhões de pessoas.
Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada da FGV e responsável pelo levantamento, explica que o Auxílio Emergencial não é um programa que foi desenhado para combater a pobreza, e sim para repor rendimentos de trabalhadores informais ou daqueles que perderam o emprego durante a pandemia. No entanto, dois fatores da iniciativa, da maneira que foi desenhada, impactaram indiretamente na questão, principalmente porque a pobreza está concentrada em grande parte do público-alvo do Auxílio Emergencial.
“O primeiro é que ele está destinado a trabalhadores informais e desempregados, que é onde se concentra a pobreza do país. Os trabalhadores informais têm uma taxa de pobreza maior que os trabalhadores formais. O outro fator que influenciou é que o benefício é duplo para mães solteiras, que indiretamente foca em famílias mais pobres”, destaca o pesquisador.

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2020

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