Comércio cresce 9,96% em julho na RMC, mas continua abaixo de 2019

Faturamento encolheu 14,4% comparado ao mesmo mês de 2019; perdas já são de R$ 3,68 bi de janeiro a julho de 2020

Mesmo retornando à “fase 1 – vermelha” do Plano São Paulo durante boa parte do mês de julho (de 06/07 a 27/07), as vendas do Comércio Varejista da RMC (Região Metropolitana de Campinas) cresceram 9,96% em relação a junho. Nas lojas físicas, o faturamento foi de R$ 957,3 milhões, aproximadamente 84,5% do faturamento de julho de 2019, que foi de R$ 1,13 bilhão.
No entanto, o faturamento encolheu 14,4% quando comparado ao mesmo mês de 2019. O faturamento do setor regional foi de R$ 2,30 bilhões, perante R$ 2,69 bilhões no mesmo mês do ano passado, aponta a estimativa divulgada nesta semana pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) a partir de dados da Boa Vista SCPC (de consultas de proteção ao crédito).
O faturamento acumulado nos 7 primeiros meses deste “ano da pandemia” de Covid-19 também caiu bastante na RMC, de R$ 18,4 bilhões de janeiro a julho de 2019 para R$ 14,7 bilhões neste ano – uma queda de -20,0%, atribuída integralmente à quarentena e ao fechamento total ou parcial dos estabelecimentos não essenciais durante boa parte do ano até aqui. Em outras palavras, as vendas do Varejo da Região Metropolitana registraram perdas de R$ 3,68 bilhões no acumulado de janeiro a julho de 2020.

VENDAS
Da mesma forma, pela metodologia da Acic – que acompanha mensalmente o desempenho do setor, um dos mais importantes da Economia da RMC, incluindo Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia –, o volume de vendas também caiu bastante.
Foram 616 mil negociações fechadas em julho deste ano, perante 737 mil no mesmo mês do ano passado (queda de -16,4%). Já no acumulado dos 7 primeiros meses do ano, a queda nas negociações foi de -21,1%, de 5,05 milhões no período de 2019 para 3,98 milhões agora, durante a pandemia.
“Os resultados positivos foram registrados nas vendas, com elevação de 18,35% nos Supermercados e Hipermercados, de 2,3% nos setores de Drogarias e Farmácias (bens não duráveis) e de 31,72%, no segmento de Materiais de Construção (Bens Duráveis). Vestuário apresentou queda de 37,24%. Nos Postos de Combustíveis, o resultado foi negativo em 27,62% e no segmento de Móveis, Eletros e Lojas de Departamentos, o faturamento foi 0,9% menor”, apontou a Acic em nota.
A inadimplência do consumidor da metrópole cresceu 211,37% em julho, em relação a junho, segundo a Acic. No entanto, se comparada a julho de 2019, houve queda de 19,0%. Atualmente, são 318,2 mil carnês vencidos e não pagos há 60 dias ou mais na RMC, o equivalente a 14,9% das vendas a prazo.

DIGITAL VAI BEM
Segundo a Associação, o e-Commerce – que vem crescendo exponencialmente no país todo desde o início da quarentena – continua “alavancando” as vendas do setor na RMC. Em julho, com grande parte das lojas físicas funcionando basicamente apenas no sistema de delivery (entrega) e drive-thru (retirada) na RMC, as vendas online do Varejo Digital cresceram 35,5%, passando de R$ 55 milhões no mesmo mês de 2019 para R$ 74,5 milhões neste ano.

SERVIÇOS VAI MAL
Quem “mais sofreu”, segundo avaliação do economista Laerte Martins, diretor da Acic, foi o setor de Serviços, com todos os seus subsegmentos “no negativo”: Turismo e Transportes registraram queda de 75,24%, Alimentação (que incluiu os bares e restaurantes), de 55,10%, Educação e Comunicação 39,20% e Automotivos/Autopeças, 4,88%.
“Para agosto, com a ampliação da flexibilização nas atividades de Comércio e Serviços, já na ‘fase 3 – amarela’ do Plano São Paulo (para a qual a macrorregião avançou no último dia 08/08), os setores ainda deverão sofrer algumas perdas, porém menores que nos meses anteriores”, afirma Martins.

Domingo, 16 de Agosto de 2020

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