Varejo Digital fatura R$ 53,4 bilhões no 1º semestre, um crescimento de 66,1%

No primeiro semestre deste ano foram realizadas 132,6 milhões de compras online, aumento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período de 2019

A pandemia de Covid-19 e o isolamento social trouxeram efeitos negativos para a vida de grande parte dos brasileiros: sob a ótica da Economia, a falta de mobilidade social “quebrou” muitas companhias, sem perspectivas claras de retomada. Na contramão desse cenário, empresas de tecnologia crescem cada vez mais – o que, dentro do Varejo, tem seu equivalente claro com o sucesso do e-Commerce, ou seja, das compras online.
Com tantas oportunidades no ambiente digital, lojistas precisaram se reinventar para continuar faturando e transformaram o e-Commerce em seu principal ponto de venda. O esforço, de forma geral, trouxe resultados: o faturamento do setor no período foi de R$ 53,4 bilhões, valor 66,1% maior do que o registrado no primeiro semestre do ano passado.
No primeiro semestre deste ano como um todo (de janeiro a junho), foram realizadas 132,6 milhões de compras online, aumento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período de 2019, segundo a Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, e apresentado no relatório homônimo, apresentado trimestralmente pela companhia com foco total no Varejo Eletrônico do país.
Longe de ter motivos para se preocupar com falta de dinheiro, o setor faturou R$ 33 bilhões apenas no segundo trimestre deste ano (de abril a junho), mais do que o dobro da cifra registrada no mesmo período do ano passado (ao todo, o crescimento foi de 104,2%).
Sem sair de casa, brasileiros buscaram ao máximo itens utilizados em seu dia a dia na internet. O conforto de consumir com apenas alguns cliques ganhou popularidade e 82,8 milhões de pedidos foram realizados nesse período – aumento de 112,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
O “boca a boca” a respeito das facilidades de comprar online foi tão grande que fez 23,6 milhões de pessoas comprarem pelo menos um item durante os meses de abril a junho, volume 82,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. No 1º semestre, foram 29,5 milhões, crescimento significativo em relação aos 19,7 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Desse total, 5,70 milhões de pessoas ingressaram no e-Commerce pela primeira vez – ou seja, quase um quarto dos consumidores do período foi formado por brasileiros que nunca haviam comprado online.

PERFIL
Ao analisar o perfil de consumidores, é possível perceber que a maior parte é formada por mulheres (correspondem a 55,8% do total observado este ano), ante 44,2% de homens. Em relação à faixa etária, a maior parte dos consumidores tem entre 36 e 50 anos (32,4%). Em seguida, estão os que têm entre 26 e 35 (30,8%) e aqueles de até 25 anos (21,3%). Por último, 15,5% estão acima dos 51 anos.
Em média, consumidores fizeram 5 compras no primeiro semestre deste ano (ligeira alta em relação às 4 observadas no ano passado). O gasto médio por pessoa foi de R$ 1.654,00 – valor ligeiramente mais alto do que o do ano passado, de R$ 1.443,00.
As categorias mais compradas nesse período foram: Moda e Acessórios (escolhida por 14,8 milhões de consumidores), Telefonia (com 8,2 milhões de compradores) e Eletrodomésticos (5,8 milhões). Em quarto e quinto lugar estão: Informática (5,6 milhões) e Eletrônicos (5,2 milhões).
Por último, uma análise do tíquete médio de cada categoria mostra que Telefonia é a campeã, com R$ 2.076,00; em seguida estão Eletrodomésticos, com R$ 1632,00 e Eletrônicos, com R$ 1.512,00. Informática, com R$ 1.268,00 e Moda e Acessórios, com R$ 449,00, ocupam as últimas posições do “Top 5”, respectivamente.

FRAUDES
O aumento significativo das vendas via e-Commerce também impacta diretamente os números da fraude no setor, aponta levantamento da ClearSale, também presente no relatório trimestral. Nos seis primeiros meses do ano, foram mais de R$ 765 milhões em fraudes evitadas.
O valor, apesar de ser 63,5% superior aos prejuízos evitados no e-Commerce no mesmo período de 2019, é inferior ao aumento das vendas pelo canal no cenário de pandemia e restrição da circulação de pessoas nas ruas. Ou seja, as vendas boas crescem mais do que as tentativas de fraude.
Na quebra por regiões, a Norte é a que teve maior índice de tentativas de fraude no período, com 3,44%. Em seguida, a região Nordeste aparece no ranking com 2,17%, praticamente empatada com a Centro-Oeste, que ficou com 2,13%. As regiões Sudeste, com 1,25%, e Sul, com 0,79%, foram as que apresentaram os menores índices.

Domingo, 9 de Agosto de 2020

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