CPFL registra 120 interrupções por queimadas em Sumaré e Hortolândia

Levantamento mostra que Campinas, Americana e Hortolândia lideram o ranking; distribuidora alerta sobre transtornos

O tempo seco característico do início do inverno do sudeste brasileiro traz uma preocupação adicional para distribuidoras e transmissoras de energia elétrica: o risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão. Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que, entre 1º de janeiro a 15 de junho deste ano, foram contabilizadas 120 ocorrências de interrupções no fornecimento de energia por queimadas apenas nas cidades de Sumaré e Hortolândia.
Na região de Campinas, foram 567 ocorrências do tipo – mais de três por dia. Em todo o ano de 2019, as queimadas resultaram em 1.031 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia na região, ou 20,1% a mais que as 858 de 2018. Se a média do 1º semestre deste ano se manter, esse número pode ser ultrapassado em 2020.
“É importante a conscientização da população e dos produtores agrícolas, pois os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, alerta Rodrigo de Vasconcelos Bianchi, gerente de Operações de Campo da CPFL Paulista.
Entre os municípios com mais interrupções na região de Campinas, a própria cidade de Campinas registrou 160 ocorrências, ficando em primeiro lugar. Hortolândia ocupa a segunda posição, com 75 casos. Americana é a terceira da lista com 71 registros enquanto Santa Bárbara d’Oeste com 47, seguida por Sumaré com 45, fecham o ranking como quarto e quinto colocadas.
Entre janeiro e junho de 2020, a CPFL Paulista já registrou 1.474 queimadas que afetaram a rede elétrica em toda a sua área de atuação. Considerando 2019, as interrupções desse tipo cresceram 21,3% em relação a 2018. Foram 3.276 ocorrências no ano passado contra 2.700 no ano anterior.
De acordo com o estudo da distribuidora, que atende 4,6 milhões de consumidores em 234 municípios do interior paulista, em 2020, até o momento, Campinas lidera o ranking geral de queimadas, totalizando 160 ocorrências. Em segundo lugar vem Ribeirão Preto, com 111 casos e, na sequência, Bauru, com 102 registros.

GUARDIÃO DA VIDA
Considerando o impacto do assunto para a população, seja na segurança, seja na qualidade do fornecimento de energia, o grupo CPFL Energia, por meio da campanha Guardião da Vi da, incentiva a discussão sobre o tema, a fim de promover uma reflexão sobre as atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas.
Na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios. Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população.
O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos que desligam as linhas de eletricidade.

CANAIS
Em caso de falta de energia, ou de incêndio sob a rede elétrica, a população deve entrar em contato com os canais de atendimento da CPFL Paulista, incluindo o site www.cpfl.com.br, o aplicativo CPFL Energia (disponível para smartphones Android ou iOs), o SMS 27351 (em casos de falta de energia, o cliente envia seu código de consumidor para este número e recebe também via SMS a previsão de restabelecimento) ou o telefone gratuito 0800 010- 1010 (24 horas por dia).

O que diz a lei sobre as queimadas
Proibidas em algumas áreas municipais, as queimadas são autorizadas pelo Ibama sob critérios técnicos que impedem a propagação do fogo além dos limites estabelecidos. O Ibama também distribui material educativo onde a prática é usual. Em situações especiais, o Ibama pode proibir queimada, o que não impede que ela ocorra de forma ilegal, provocando incêndios florestais.
Como forma de prevenir tais situações, conforme os Decretos Federais 24.643/34, 35.851/54, 41.019/57 e 84.398/80, uma das medidas que devem ser respeitadas pelos produtores no cultivo é o respeito às faixas de servidão, que são os corredores de 30 ou 40 metros de largura localizados embaixo das linhas de transmissão, nos quais não é permitido o plantio.
Já o Decreto Estadual 45.869/2001 regulamenta a queima controlada como fator de produção e manejo em atividades agrícolas, proibindo queimadas próximas a instalações elétricas e de telecomunicações. Soltar ou fabricar balões é considerado crime ambiental pela Lei Federal 9605/98, cuja pena vai de um a três anos de detenção, além de ser multa.

DICAS DE CONVÍVIO ADEQUADO ENTRE REDE ELÉTRICA E QUEIMADAS
• Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas.
• Faça “aceiros” para controlar o fogo.
• Respeite a “faixa de servidão” ao realizar o plantio.
• Não solte balões. Além de ser proibido por lei, o balão provoca incêndios.
• Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato.
• Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária ou órgão estadual responsável.

Domingo, 2 de Agosto de 2020

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