Polícia apreende munição pesada e explosivos em lava rápido de N. Odessa

Estabelecimento seria usado para guardar “arsenal” e explosivos de envolvido em roubo a empresa de valores em Recife/PE e a agência bancária em Ribeirão Preto

Uma denúncia anônima levou os policiais militares até a localização de 14 emulsões explosivas, 45 munições de calibre diversos – uma delas era de ponto 50, que pode derrubar uma aeronave –, um colete balístico e uma alça de metralhadora ponto 50 que estariam dentro de uma parede de concreto de um lava a jato no Jardim das Palmeiras, em Nova Odessa, na noite de domingo (02). No local, a Polícia Militar apreendeu os documentos do suposto proprietário do estabelecimento. Cinco pessoas foram detidas no local e levadas ao Plantão Policial, mas foram liberados após prestarem depoimento. As respectivas apurações serão apuradas durante inquérito policial.
De acordo com a PM, uma denúncia anônima apontava que um homem que seria procurado pela Justiça por envolvimento ao roubo à empresa de valores Brinks, em Recife/ PE, e a um banco em Ribeirão Preto/SP, estaria “guardando” as munições e explosivos dentro de uma parede em um comércio de Nova Odessa.
Inicialmente, os policiais seguiram para a casa do suposto procurado D.F.S., de 36 anos, que reside na Vila Margarida, em Americana. O suspeito foi localizado na residência, mas nada de ilícito teria sido localizado com ele. O homem confirmou que seria foragido de uma unidade prisional de Mococa/SP.
Os PMs seguiram então para o lava a jato na cidade de Nova Odessa. Quando chegaram ao endereço informado, perceberam que o estabelecimento estava fechado. Enquanto os PMs estavam no local, um motoboy teria se aproximado e teria informado à polícia que o lava a jato era de um prestador de serviços que seria seu amigo, mas não quis dizer o nome.
Em seguida, outras quatro pessoas teriam se aproximado e afirmaram que conheciam o dono do lava a jato e que o procurariam para chamá-lo ao local. No entanto, o suposto proprietário do estabelecimento teria ligado para o celular de um dos conhecidos, que repassou o aparelho para o policial.
Segundo o boletim de ocorrência, o dono do lava a jato teria oferecido alguma vantagem para os policiais para que não efetuassem a apreensão, mas não apareceu pessoalmente para conversar com os PMs.
Posteriormente, os policiais conseguiram fazer o buraco na parede, que era recém-construída, onde teriam encontrado as munições e os explosivos. Os PMs acionaram o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), equipe antibomba da Polícia Militar, que fez a remoção do explosivo para local seguro.
Todos os suspeitos foram levados ao Plantão Policial, onde prestaram depoimento ao delegado Robson Gonçalves de Oliveira, e liberados em seguida. O envolvimento do suposto proprietário do estabelecimento com os crimes nas outras cidades, bem como sua responsabilidade pelo material ilícito encontrado, será apurado durante o inquérito policial.

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