Projeto pioneiro de escola de Sumaré é selecionado para ser replicadona Rede

Noventa alunos da EE Profª Leila Mara Avelino, da Área Cura, participaram do piloto em 2019, conduzido pelo professor Alberto Alves Marques

Um projeto pioneiro de iniciação científica desenvolvido ao longo de 2019 pelo professor Alberto Alves Marques junto a 90 alunos de três salas do 9º ano do Ensino Fundamental na EE (Escola Estadual) Professora Leila Mara Avelino, no Parque Santo Antonio, na Área Cura, em Sumaré, é um dos 27 selecionados na modalidade “Professores de Ensino Médio de Redes Públicas Estaduais” do Programa STEM TechCamp Brasil 2020. Graças ao reconhecimento, a partir deste ano, a iniciativa deve ser replicada – ou seja, repetida – em dezenas, talvez centenas de escolas públicas de todo o país.
A iniciativa sumareense é denominada “Projeto Inclusão Digital: Plataforma Google Classroom e a aplicabilidade do Método STEM na Disciplina de História alinhado com a erradicação do analfabetismo digital”.
Também foram selecionadas iniciativas nas categorias “Gestores de Secretarias de Educação” e “Professores de Institutos Federais que Atuam no Ensino Médio”. Os 60 selecionados na 3ª edição do programa participam agora do Encontro STEM TechCamp Brasil 2020, de 10 a 14 de fevereiro de 2020, na USP, em São Paulo.
A programação inclui atividades com a equipe do TechCamp de Washington/EUA, palestras com líderes educacionais e de empreendedorismo, discussões em grupo, construções coletivas e dinâmicas utilizando técnicas de Design Thinking e a elaboração da primeira versão de suas respectivas propostas de Planejamentos Estratégicos, para implementação em suas comunidades escolares.
O Programa STEM TechCamp Brasil é uma iniciativa da Embaixada dos EUA no Brasil em parceria com o LSI-TEC (Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico), com o apoio da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).
O programa tem como objetivo estruturar uma rede de multiplicadores formada por gestores das Secretarias Estaduais de Educação e professores líderes de ações escolares em Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática (ou “STEM”, na sigla em Inglês), “com potencial e liderança para articular e aprimorar ações existentes e elaborar e implantar novas ações voltadas à aprendizagem ativa de STEM nas redes públicas de Educação Básica do Brasil”.

O PROJETO
Morador do Jardim Rosolem, em Hortolândia, Marques também leciona na EE Dr. Honorino Fabri, em Hortolândia, e possui formação em História, Pedagogia e Gestão da Tecnologia da Informação, além de pós-graduações nestas áreas pela Unicamp, Unesp e UFSCAR. É esse conjunto de formações que permitiu, segundo ele, o desenvolvimento do projeto premiado.
“No total foram escolhidos 27 projetos nacionais, ou seja, um por Unidade da Federação. O projeto de minha autoria foi escolhido para representar o Estado de São Paulo, e é o único contemplado entre os professores da Rede Pública no Estado”, destacou ele, que confirmou sua participação entre os dias 10 e 14 de fevereiro na formação oferecida na USP, em São Paulo, “para posteriormente replicar nas unidades educativas”.
Segundo o professor, o projeto procura determinar se a comunidade conhece os fatos e personagens que levaram à Proclamação da República, se compreende o que é a Democracia, seus valores e os efeitos de ausência do Poder Público no bairro, afetando a qualidade de vida das famílias.
O trabalho começou pela “Ciência”: uma pesquisa de campo desenvolvida pelos alunos através da aplicação de um questionário junto à comunidade do entorno da escola. Em seguida, os alunos usaram a sala de Informática da EE para tabular os resultados – na etapa referente à utilização da “Tecnologia”.
Para a etapa da “Engenharia”, os estudantes utilizaram então uma plataforma online australiana chamada Canvas para montar uma apresentação com os resultados da pesquisa. Por fim, em “Matemática”, os alunos confeccionaram gráficos para facilitar a visualização dos resultados.
“O objetivo é replicar o método agora na Rede, em outras escolas públicas. A equipe chegou a visitar outras cinco escolas de Sumaré e Hortolândia para demonstrar os resultados e explicar a outros alunos como aplicar o projeto em suas comunidades”, contou, orgulhoso, Alberto Alves Marques – que conta com o aprofundamento das técnicas de STEM que ele deve aprender em fevereiro para incrementar ainda mais a proposta, incluindo, por exemplo, a utilização de impressão em 3D.

Domingo, 26 de Janeiro de 2020

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