Dalben pede que Estado mantenha transporte escolar de alunos de EE

Deputado enviou ofício ao governador João Doria solicitando que serviço seja mantido a 160 estudantes do Matão

O deputado estadual Dirceu Dalben (PL) encaminhou no último dia 17 de janeiro um ofício ao governador do Estado, João Doria (PSDB), e ao secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, solicitando a manutenção, por parte da Secretaria, do serviço de transporte escolar gratuito de estudantes da Rede Estadual em Sumaré. A Secretaria confirmou nesta semana que 160 alunos que moram a menos de 2 km da EE (Escola Estadual) Wadih Jorge Maluf, do Jardim Santa Clara, na região do Matão, devem perder o acesso ao transporte escolar gratuito por ônibus fretados, seguindo uma portaria que regulamenta quem tem direito ao serviço – que são os alunos que moram a 2 km ou mais da unidade onde estudam.
“Estamos sempre atentos às necessidades da população. Muitas vezes, os alunos não residem próximos às escolas e suas famílias não têm condições de custear o transporte particular. Diante dessa situação, fizemos este apelo ao Governo do Estado, para que avalie a possibilidade de manter o transporte escolar, garantindo que nenhum aluno seja prejudicado em seu direito de acesso à Educação. Nosso estado é grande, populoso, e cada cidade, região, tem suas particularidades. Por isso, é necessária uma análise cuidadosa de cada caso, a fim de garantir a permanência das crianças na escola e evitar a evasão escolar”, explicou o deputado.
Dalben também citou ofício do mesmo dia encaminhado a ele pelo vereador e presidente da Câmara de Sumaré, Willian Souza (PT). O vereador levou o caso ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), através de uma representação (uma denúncia formal), apontando que o número de estudantes afetados pode ser bem maior – na casa dos mil alunos, o que foi negado pela dirigente regional de Ensino de Sumaré, Elisete Aparecida Florio da Silva.
Outros 2,5 mil alunos da Rede Estadual da cidade que moram a 2 quilômetros ou mais de suas escolas e têm 12 anos ou menos de idade continuarão a ser transportados pelos ônibus fretados normalmente, garantiu a dirigente regional.
“A confirmar essa informação (o corte do transporte para 160 alunos), tal medida viria a causar grande impacto na Educação dos alunos, que muitas vezes não residem próximos às escolas e cujas famílias não reúnem condições sufi cientes para custear o transporte particular”, escreveu Dirceu Dalben em seu ofício a Doria, ressaltando o risco de evasão escolar em virtude pelo corte do transporte.
O deputado destaca que a preocupação do vereador é a mesma, enviando inclusive cópia do ofício de Willian Souza sobre a mesma situação e solicitando “a manutenção dos serviços que estão sendo prestados aos alunos que necessitam desse transporte para locomoção até as (respectivas) unidades escolares”. “Considerando a demonstração de apreço de Vossa Excelência pela Educação dos nossos alunos, tem esta a finalidade de solicitar que os serviços sejam mantidos, a fim de evitar prejuízos incalculáveis à formação educacional (dos alunos prejudicados)”, completou o deputado sumareense no ofício.

OUTRO LADO
Titular da DRE (Direção Regional de Ensino) de Sumaré, Elisete Aparecida Florio da Silva reforçou à reportagem do Jornal Tribuna Liberal que o corte do direito ao transporte escolar por ônibus fretados pelo Estado só afeta os 160 alunos citados.
“Foram detectados que cerca de 160 alunos matriculados na EE Wadih Jorge Maluf não apresentam mais de 2.000 metros na geolocalização no sistema da Secretaria Escolar Digital, ferramenta esta que demonstra a distância da residência até a escola caminhando em metros e por este motivo o transporte aos mesmos foi cessado, sendo os responsáveis comunicados por intermédio do Diretor de Escola em reunião na própria Unidade Escolar”, explicou a dirigente de Ensino.
Outros 45 alunos das EEs Professora Alice Antenor de Souza, no Parque Rosa e Silva, e Angelo Campo Dall’Orto, no Jardim Nova Veneza, vão passar a receber passe escolar, por terem mais de 12 anos e morarem a mais de 2 km desta unidade.

ERRATA
Ao contrário do que foi publicado no primeiro parágrafo da reportagem sobre este tema na edição do último dia 22 de janeiro, a medida afeta 160 alunos que moram a menos de 2 km da EE Wadih Jorge Maluf, do Jardim Santa Clara, na região do Matão – e não “a mais de 2 km”, como saiu impresso.

Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

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