Secretaria de Saúde confirma 81 casos positivos de dengue em Hortolândia

Desde o início do ano, a cidade recebeu 572 notificações da doença, sendo que 120 casos já foram descartados

A Vigilância Epidemiológica, órgão da Secretaria de Saúde de Hortolândia, informou na tarde de sexta-feira, 12 de abril, que a cidade já confirmou 81 casos positivos de dengue neste primeiro trimestre de 2019. A cidade ainda conta com outras 371 pessoas aguardando resultados de exames. Desde o início do ano, a acidade já recebeu 572 notificações da doença, sendo que 120 casos já foram descartados. No mesmo período do ano passado, eram 18 casos confirmados de dengue em todo o Município.
Para combater a proliferação doença, neste sábado (13/04), a Prefeitura estará intensificando os trabalhos junto aos moradores do Jardim Adelaide e Terras de Santo Antônio. Os bairros receberão a visita de agentes de Saúde, durante a ação de arrastão contra o Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zika vírus. O arrastão, que contará com a ação do “Cata Bagulho”, é uma estratégia adotada pelo Município para reforçar o combate aos criadouros do mosquito, principalmente neste mês em que os casos positivos de dengue tiveram aumento considerável.
Durante o arrastão, os agentes estarão vistoriando quintais e casas em busca de recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o Aedes. Estes objetos são removidos e a população é orientada sobre as formas de prevenção. Desde o início do ano, a realização dos arrastões foi intensificada. Na útlima semana, o Jardim Boa Esperança recebeu a ação, que contou com apoio da secretaria de Serviços Urbanos, com a força-tarefa do “Cata Bagulho” para a remoção de móveis e entulho.
Conforme informações da Vigilância Epidemiológica, a situação em Hortolândia não é considerada epidemia. Porém, as ações de controle ao mosquito têm como objetivo evitar esta classificação. “A Dengue tem um ciclo de que, a cada quatro anos, aumenta muito o número de casos positivos. A principal hipótese para o alto índice de pessoas doentes neste momento é a circulação de mosquitos infectados com a dengue tipo 2. Um grande número de pessoas já havia se infectado pelo tipo 1 e adquiriram imunidade. Porém, com a dengue tipo 2 em circulação, pouca gente tem esta proteção”, justificou o diretor do Departamento de Saúde Coletiva da Prefeitura, Antônio Roberto Stivalle.
Para identificar se o paciente com dengue está infectado com o tipo 2 da doença, é preciso que a pessoa procure a Unidade de Saúde mais perto de casa até o terceiro dia de sintomas. “Após este período, o exame que detecta a dengue não consegue mais diferenciar se é tipo 1 ou 2. O que acontece é que muita gente adoece e começa a se tratar em casa. Depois, com o agravamento dos sintomas é que procura a Unidade de Saúde. Por isso, até hoje fizemos apenas três exames deste tipo, e ainda aguardamos os resultados. Importante lembrar que os sintomas de dengue tipo 2 são mais graves”, destacou Stivalli.

PLANO DE COMBATE
Em setembro do ano passado, a Secretaria de Saúde criou o Plano Municipal de Combate a Arboviroses, com a proposta de prevenir doenças causadas por picadas de mosquito. Com este plano, a Prefeitura traça as ações básicas para combate às doenças, como eliminação de criadouros do Aedes aegypti; prevenção, com orientação à população; e tratamento de pacientes, incluindo a conduta dos profissionais da Rede Municipal de Saúde quanto à necessidade de notificação dos casos suspeitos, até o atendimento hospitalar dos casos mais graves.
A Prefeitura de Hortolândia lançou, em 2017, o programa Agenda Verde, ação que envolve diversas atividades, como arrastões, Cata Bagulho, plantio de árvores em terrenos antes usados para descarte de lixo, tudo com o objetivo de deixar a cidade mais limpa. Além de colaborar com a manutenção urbana, a Agenda Verde busca despertar na população o sentimento de parceria, uma vez que todos são responsáveis pela limpeza da cidade. A Prefeitura acredita que mobilizando a população, será mais fácil resolver, em conjunto, questões ambientais que se tornam problemas de saúde pública.

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