Jornalista e ex-vereador protocolam pedido de cassação de Carol Moura

Denunciantes pedem a abertura de CP (Comissão Processante) para que seja apurado o envolvimento da vereadora em furto de roupas

O jornalista e presidente do PRB de Nova Odessa, Lucas Camargo Donato, eo ex-vereador Antônio Marco Pigato(PT) protocolaram junto à Câmara um documento pedindo a cassação da vereadora licenciada, Carolina de Oliveira Moura e Rameh, a Carol Moura (Podemos).No documento protocolado na quarta-feira(10), os denunciantes pedem a instalação de uma CP (Comissão Processante) para que seja apurado o suposto envolvimento da vereadora no furto de roupas da loja Zara do Shopping Dom Pedro, em Campinas,ocorrido na noite do dia 17 de fevereiro. Na época, a parlamentar chegou a ser detida em flagrante, mas pagou fiança e foi liberada. A parlamentar responde a acusação em liberdade.
A Câmara confirmou o recebimento do documento, no qual a solicitação foi fundamentada no Decreto-Lei Federal 201/1967, em seus artigos 5º e 7º. A alegação dos denunciantes é que a vereadora teria falta do com “decoro na conduta pública”. Após ter recebido o pedido, a secretaria da Casa de Leis encaminhou o documento para a Mesa Diretora do Poder Legislativo na quinta-feira, dia 11, que por sua vez já enviou para análise imediata do Setor Jurídico. De acordo com a Câmara, nos próximos dias será elaborado um estudo técnico-jurídico para embasar a decisão da presidência da Casa, apontando se será aberta uma Comissão Processante ou se o pedido será arquivado.
O jornalista alegou que espera que o documento seja lido pelo presidente da Câmara, Vagner Barilon (PSDB), já na sessão ordinária de segunda-feira (15). “Queremos que seja instaurado a Comissão Processante e que termine na cassação do mandato de Carol Moura. Os vereadores podem achar que tudo isso é normal e arquivar, ou pode achar um absurdo e instaurarem a Comissão Processante”, alegou Donato.
Procurada pela reportagem do Jornal Tribuna Liberal, a vereadora disse que a  atitude dos denunciantes foi precipitada. “Ainda não fui julgada em última instância. Pretendo provar na Justiça a minha inocência”, argumentou Carol Moura. A parlamentar destacou ainda que assumiu a sua responsabilidade pelo ocorrido. “Eu me apavorei com o dispositivo e tive um surto após sair de lá”, completou a vereadora.

EXONERAÇÃO
Após seu envolvimento em denúncias de furto de roupas nas Lojas Zara, no qual foi registrado um boletim de ocorrência, Carol Moura pediu exoneração do cargo de secretária municipal de Desenvolvimento Econômico por motivos médicos. Ela responde a uma ação na 3ª Vara Criminal do Fórum de Campinas. Carol Moura chegou a assumir sua função na Câmara. Mas, no dia 15 de março ela fez um pedido de afastamento médico pelo período de 40 dias do Poder Legislativo.
Recentemente, o advogado Bittencourt Leon Denis de Oliveira Junior, que defende Carol Moura, informou que a vereadora licenciada estava emocionalmente alterada no dia do ocorrido, em função de conflitos familiares pelas quais ela tem passado envolvendo a tumultuada separação judicial de seu ex-marido. No mesmo dia, segundo o advogado, a vereadora havia discutido novamente com o ex e, por isso,tomou sem querer uma segunda dose de um medicamento controlado e receitado por médico, que vem usando.
“Isso tudo gerou nela um estado de estresse emocional, agravado no dia do fato por uma discussão mais cedo. Ela se esqueceu que havia tomado uma primeira dose do medicamento e tomou novamente, prejudicando sua percepção”, afirmou Oliveira Junior, na ocasião.

DOCUMENTO
No documento protocolado na Câmara, os denunciantes alegaram que o “local da prática das condutas é lugar de pessoas abastadas e, em específico, a loja é de grife e com produtos de alto valor econômico. Portanto, a sua escolha fora deliberada e premeditada”, cita trecho do documento.

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