Dengue cresce quase 490% na região e alerta para ações de combate ao Aedes

Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia já registram 159 casos da doença neste ano, mostra balanço

O Ministério da Saúde emitiu na segunda-feira (25) um alerta para o aumento de 264% nos casos de dengue confirmados em todo o país neste ano até agora, na comparação com o mesmo período do ano passado – especialmente no Estado de São Paulo. A partir desta informação, a reportagem do Jornal Tribuna Liberal pediu os números da doença nas cinco cidades da nossa área de cobertura até aqui em 2019, e os resultados são ainda piores: um aumento de 489% na parcial da doença até 25 de março, no comparativo com o mesmo período de 2018.
As prefeituras da região acompanham a situação e vêm realizando ações para combater os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da doença, e assim diminuir o surto.
A situação da microrregião ainda é melhor que a do Estado como um todo. Segundo o Ministério, o número de casos de dengue em São Paulo teve aumento de 2.124% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o dia 16 de março deste ano, o estado notificou 83.045 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 3.734 casos.
Segundo o Ministério, “o sistema de vigilância de estados e municípios e toda a população devem reforçar os cuidados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor (dos vírus da) da dengue, zika e chikungunya”.
“O alerta do Ministério da Saúde é devido ao aumento dos casos de dengue no país, que passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). A incidência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, tem taxa de 109,9 casos/100 mil habitantes até 16 de março deste ano. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, sendo grande parte no Estado de São Paulo”, ressaltou o órgão do Governo Federal.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforçou na nota que “a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos”.
“O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. É preciso que eles estejam mais sensíveis e atentos para a dengue na hora de fazer o diagnóstico. Quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito”, explicou Kleber.
Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, “a situação ainda não é considerada uma epidemia” nacional. No último ano de epidemia no país, em 2016, eram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no país.
Em relação aos óbitos, os profissionais devem ficar atentos. O aumento neste ano é de 67% em relação ao mesmo período de 2018, passando de 37 para 62 mortes. Destaque para o estado de São Paulo, que registrou 31 óbitos, o que representa 50% do total registrado em todo o país.

COMBATE AO AEDES
As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal, segundo a pasta. Todas as ações são gerenciadas e monitoradas pela Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que atua em conjunto com outros órgãos. A Sala Nacional articula com as 2.166 Salas Estaduais e Municipais as ações de mobilização e também monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil, que são vistoriados pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais.
Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,73 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios.

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