Centro de Memória de Hortolândia mostra ao público vida dos tropeiros

Você sabia que, no passado, os tropeiros vestiam uma capa para se proteger do frio e da chuva? E que eles também usavam a vestimenta para forrar o chão e dormirem à noite? Um modelo dessa capa é um dos objetos que faz parte da exposição “Hortolândia: de trilha, passagem para tropeiros e os ventos nos levam ao rodeio”, que está no Centro de Memória Professor Leovigildo Duarte Junior, localizado na Rua Rosa Maestrello, nº 2, Vila São Francisco. Todo o último fim de semana de cada mês, a Prefeitura de Hortolândia abre o Centro de Memória para visitação.
De acordo com a coordenadora do espaço, Paula Caetano, a capa é um dos objetos que mais tem chamado a atenção do público, principalmente das crianças. A exposição também mostra fotos antigas, materiais e outros utensílios que os tropeiros usavam. O tropeirismo influenciou a formação histórico-cultural do município. O título da exposição faz referência a um trecho do primeiro verso do Hino de Hortolândia. A exposição foi inaugurada em setembro do ano passado.
Na exposição, os visitantes também conhecem curiosidades. De acordo com a pesquisa feita pela Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer, no século 19, quando Hortolândia se chamava Jacuba, a cidade serviu de ponto de parada para tropeiros. O nome Jacuba, em tupi-guarani, significa “água quente”, baseia- -se em um pirão feito com farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel que era consumido pelos tropeiros.
O Centro de Memória ocupa o prédio, restaurado pela Prefeitura, onde funcionava a antiga Estação Ferroviária Jacuba. O espaço reúne acervo sobre a história da estação e do município e dispõe de videoteca, biblioteca, mapoteca, fototeca e terminal de consulta digital.

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