Polícia prende em Sumaré suspeito de ser membro da ‘Gangue do Rolex’

Caio César Siqueira, de 19 anos, atacava as vítimas na região do Cambuí, em Campinas, e foi preso no Parque da Amizade

O motoboy Caio César Siqueira, de 19 anos, foi preso durante uma abordagem na noite de terça-feira (05), no Parque da Amizade, em Sumaré. Os policiais militares descobriram que ele era alvo de um mandado de prisão temporária por 30 dias decretado pela Justiça pela suspeita de fazer parte da “Gangue do Rolex”, que agia em bairros nobres de Campinas. O bando também é acusado de atuar em outros Estados, como Minas Gerais.
De acordo com os policiais civis do 13º Distrito Policial de Campinas, que investiga a quadrilha, o motoboy tinha a função de render as vítimas. O esquema é organizado pela “família Novaes”, que reside em Sumaré.
A prisão de Siqueira ocorreu às 23h20 de terça-feira (05), na Avenida da Amizade. O suspeito foi revistado durante um patrulhamento de rotina e nada de ilícito foi localizado com ele. No entanto, após os policiais realizarem uma pesquisa, descobriram que ele tinha mandado de prisão decretado pela Justiça. Ele foi apresentado aos policiais civis do 13º Distrito Policial de Campinas, que está centralizando as apurações relacionadas à quadrilha.

OUTROS ACUSADOS
Em 17 de setembro de 2018, outros dois integrantes do bando foram presos por policiais civis do 10º Distrito Policial de Campinas. Eles foram localizados em uma residência nas Chácaras Bela Vista, em Sumaré. Eles fariam parte do bando do empresário de Sumaré Valdir Novaes, o Val, que foi baleado e morto durante um confronto com policiais civis do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) na Praça Roosevelt, em São Paulo, no dia 15 de março de 2017.
Os criminosos vendiam os relógios na capital paulista e também na Argentina. Na casa dos suspeitos, os investigadores encontraram R$ 5.410,00 em dinheiro, três relógios, dez folhas de cheques em valores de R$ 500,00 pré-datados, sete celulares dos investigados, dois veículos – o Chevrolet Agile e um Ford Fiesta –, além de dois revólveres calibres 22 e 32.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos também atuavam na região de Taboão da Serra/SP e tinham como “liderança” Valdir de Novaes, que foi morto por policias do DEIC durante uma ação da quadrilha – o roubo de relógio Rolex –, ao tentarem atirar contra os policiais, em março de 2017. Devido à perda da suposta “liderança” do grupo, os demais passaram a atuar na região de Campinas, uma vez que a maioria da quadrilha se estabeleceu na cidade de Sumaré e atuava como uma ramificação da quadrilha de São Paulo e da Argentina, para onde as “mercadorias” roubadas eram levadas.

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