Polícia Militar prende ex-vereador de Hortolândia foragido da Justiça

Marcelo Ferrari, de Hortolândia, era considerado foragido da Justiça de Monte Mor desde meados do ano passado

Ao averiguar uma denúncia de um suposto descarregamento de botijões de gás possivelmente “de origem ilícita”, a Polícia Militar acabou localizando, na quarta-feira (06) de manhã, no Jardim Santa Izabel, o empresário, ex-vereador e atual suplente de vereador pelo PRP de Hortolândia Marcelo Ferrari, que era considerado foragido da Justiça de Monte Mor desde o dia 28 de maio de 2018, quando foi expedido um mandado de prisão preventiva contra ele pela sua suposta participação em um crime de receptação qualificada, dias antes. A reportagem não conseguiu localizar seus advogados para se manifestarem sobre o caso ontem, mas o espaço permanece à disposição.
O motivo do mandado é o suposto envolvimento de Ferrari no caso da receptação de 366 botijões de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, ou “gás de cozinha”), avaliados em R$ 60 mil, no dia 18 de abril do ano passado, que foram localizados pela Polícia Militar em sua chácara no Recanto das Orquídeas, em Monte Mor, logo após o roubo a mão armada ao caminhão que os transportava, na SP-101 (Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença). Ferrari chegou a ter um pedido de Habeas Corpus negado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) em julho do ano passado.
Segundo o BO (Boletim de Ocorrência) de “captura de procurado” registrado ontem pela PM no 1º Distrito Policial de Hortolândia, “após solicitação via Copom que pela Rua Antônio Fernandes Leite (endereço de um depósito de gás) estaria acontecendo um descarregamento de botijões de gás que seriam de procedência de ilícito, e que também por lá estaria um indivíduo que seria procurado, vulgo ‘Marcelinho’, a equipe se deslocou até o local, onde foram abordados alguns indivíduos, sendo um deles Marcelo Ferrari da Silva”.
“Após consulta via Copom, o mesmo constou como procurado pela Justiça. O indivíduo foi encaminhado até o 1º Distrito Policial, onde o delegado Fernando Bueno de Castro tomou ciência dos fatos e elaborou o BO de ‘Captura de Procurado’. Marcelinho ficou à disposição da Justiça”, completou o registro feito pela Polícia Militar sobre o caso. A suspeita de movimentação de botijões em situação irregular no depósito do Jardim Santa Izabel acabou não se confirmando, segundo o delegado.

RELEMBRE
Ferrari, que tem um depósito de gás em Hortolândia, e seu funcionário Edson Ribeiro Bilhalva, são acusados pela Polícia Civil de Monte Mor e pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de fazerem parte de uma quadrilha formada por ao menos nove indivíduos e especializada no roubo de botijões de GLP. A ação criminal contra eles corre no 2ª Vara do Fórum de Monte Mor.
Bilhalva foi o único integrante do suposto esquema preso em flagrante pela Polícia Militar na chácara de Ferrari, por volta das 14h do dia 18 de abril de 2018, e teve sua prisão relaxada posteriormente. No entanto, até hoje ele não compareceu às intimações para depor nem apresentou um advogado para defendê-lo na ação criminal.
Já o roubo ao caminhão teria sido cometido por três indivíduos armados em um Chevrolet Monza branco, na SP101. O esquema só foi descoberto graças a uma denúncia anônima à Polícia Militar, recebida logo após o roubo do caminhão, indicando o local para onde os botijões foram levados.
“Logo após o roubo acima narrado, os denunciados receberam, de sete indivíduos não identificados, os 366 botijões de gás, transportados pelo caminhão roubado, e ocultaram tais objetos, plenamente cientes de suas origens espúrias e criminosas, até porque objetivavam aliená-los (revendê-los)”, completa a denúncia.
Segundo a justificativa do Ministério Público ao pedido de prisão preventiva, Ferrari teria procurado por vizinhos da chácara depois do crime, “para saber se havia imagens gravadas pelas câmeras de vigilância próximas, restando evidente que tentará prejudicar a instrução criminal (as investigações)”.
Dias após a divulgação do mandado de prisão decretado pela Justiça de Monte Mor no caso, Ferrari divulgou mensagens em redes sociais e grupos de aplicativos por celular negando seu envolvimento na receptação dos botijões, garantindo que iria apresentar “em breve” provas de sua inocência, afirmando que as acusações seriam infundadas e teriam cunho político e, ainda, que estaria sendo ameaçado de morte. Na época, Ferrari disse ainda “confiar completamente na Justiça e na integridade dos meus atos”.

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