Acusado de molestar enteada de oito anos é preso pela PM em Hortolândia

Foragido da Justiça foi condenado a 10 anos e 6 meses por crime em 2008 e deverá ser transferido para a Cadeia de Sorocaba

A Polícia Militar prendeu o foragido da Justiça E.R.C., de 48 anos, durante uma abordagem no Parque do Horto, em Hortolândia, na tarde da quarta-feira (26). O homem chamou a atenção dos policiais por ter demonstrado nervosismo ao perceber a aproximação dos PMs. Após ser revistado, os policiais descobriram que E. havia sido condenado pela Justiça em 2017 a dez anos e seis meses de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável, e estava foragido desde então. Ele teria molestado sexualmente a própria enteada, que na época tinha apenas 8 anos. O caso teria ocorrido na residência da família, no Jardim Estrela, em Hortolândia, entre março de 2008 e janeiro de 2009. O homem foi levado provisoriamente para a Cadeia Carcereiro Pedro Cromo, em Santa Bárbara d’Oeste, onde aguardaria a sua transferência para a Cadeia de Sorocaba, a unidade mais próxima que recebe exclusivamente presos envolvidos em crimes sexuais.
Por volta das 18h da quarta- -feira, os policiais militares faziam patrulhamento pela Rua dos Lírios quando teriam percebido que o homem teria demonstrado nervosismo. Ele acabou sendo abordado pelos policiais. Os PMs constataram que ele era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Fórum de Hortolândia. Ele foi encaminhado ao Plantão Policial da cidade, onde prestou depoimento ao delegado Luis Antonio Loureiro Nista antes de ser levado à Cadeia de Santa Bárbara d’Oeste.

O CASO
Segundo a sentença da juíza Heloísa Helena Palhares Montenegro de Moraes, por diversas vezes o acusado constrangeu sua enteada, “mediante violência presumida e grave ameaça, a praticar ou permitir que com ela se praticasse ato libidinoso diverso da conjunção carnal”, conforme a denúncia recebida pela Justiça em 24 de março de 2014.
Ao ser interrogado em juízo, o acusado negou os fatos. Disse que a mãe da vítima iria ganhar uma casa da Prefeitura e, devido ao fato de o cadastro ter sido feito somente em seu nome, ela deve ter “criado um pretexto para se separar dele, para não levá-lo junto”.
O homem teria convivido com a mãe da vítima por aproximadamente dois anos, e ambos tiveram um filho. Ele era quem cuidava da menina, que a levava até escola e ia trabalhar. No horário de almoço, pegava a menina na escola, almoçava e depois a levava para outra escolinha, onde ela fi- cava enquanto ele voltava para o serviço.
Já a vítima teria relatado em juízo que o acusado a levava para o quarto e gostava de ficar pegando-a no colo. E que, em alguns momentos, ele tirava a roupa dele e também tirava sua roupa e acariciava seu corpo inteiro. Disse ainda que ele abusava dela quando não tinha mais ninguém em casa, quando sua mãe estava trabalhando. Ela não soube dizer quantas vezes estes fatos aconteceram, mas com certeza foi “mais de uma vez”.

DESCOBERTA
No dia em que as agressões sexuais foram descobertas, o próprio acusado teria confessado para a mulher que a criança chegou em casa com um pacote de moedas. “Preocupada, (a mãe) foi à escola, procurando saber a origem do dinheiro. Então voltou para casa e resolveu questionar a vítima (a menina) sobre o dinheiro, dizendo que se (ela) não falasse, ela (a mãe) não poderia ajudá-la, porém sua filha permaneceu em silêncio, momento em que o acusado, que estava na cozinha, se irritou e disse: ‘não está vendo que ela está escondendo coisa de você?’, em ato contínuo a vítima teria dito que ele também não falava o que ele fazia quando ela (a mãe) não estava em casa. Foi quando (a mãe) ficou sabendo que, em sua ausência, ele despia a vítima, não tendo mais informações. Quando confrontou o réu, ele negou os fatos”, cita trecho da sentença.
Apesar de ter sido condenado a regime inicial fechado, o réu teve o benefício de recorrer da decisão em liberdade, mas acabou tendo o mandado de prisão decretado pela Justiça.

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