Sumareense Marcelo Levada sagra-se campeão pan-americano de jiu-jitsu

Lutador faz parte da equipe Mamba Negra Fight e é destaque em campeonatos; ele se recupera para encarar novas competições

O que era para ser apenas um treino tornou-se uma grande paixão. É dessa forma que o lutador sumareense Marcelo Levada define o jiu-jitsu. Atualmente, ele é campeão pan- -americano pela CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo) e da Copa do Brasil. Ele já foi vice-campeão brasileiro. Mesmo com lesões no ombro e joelho, conseguiu ser campeão no Open Sumaré, que foi realizado recentemente no Expo Águas, e foi campeão pela categoria e absoluto (quando os atletas lutam sem limite de peso).
“Atualmente, o jiu-jitsu é minha vida. Ainda estou me recuperando das minhas lesões e pegando o fôlego para retornar às competições em 2019”, disse Levada. Segundo ele, sua primeira competição, ainda na faixa branca, foi no dia 13 de novembro de 2016 – e ele já foi campeão. Desde então, não parou mais. Levada tem hoje a faixa azul e também é instrutor de jiu-jitsu para crianças de cinco a 12 anos, além de outra turma adulta.
Assim como as demais artes marciais ou modalidades esportivas, além dos custos com treino, há as despesas com inscrições dos campeonatos, viagens, entre outros. Sem patrocínio, viabilizar a participação nas competições fica mais difícil que derrotar os próprios adversários. Neste aspecto, o lutador afirmou que tem apoiadores em Sumaré, como o Welligton Suplementos, a Academia Dry Fit, a Pizzaria Sociale e a empresa Manos Caps – que é uma fábrica de bonés de Apucarana, no Paraná.
“Tenho alguns colegas de alto nível, que infelizmente não consegue ter a mesma oportunidade, pois não têm apoiadores”, comentou Levada. “Falta ainda muito reconhecimento no Brasil, que é considerado um dos berços do jiu-jitsu. Em vários países da Europa, o reconhecimento é muito maior”, completou.

PROJETOS
Um dos projetos de Levada, além de ganhar mais competições, é desenvolver projetos, através do jiu-jitsu, para crianças e jovens carentes. “O jiu-jitsu é importante para reforçar o caráter, melhora a concentração, promove a perda de peso, traz disciplina e sociabilização”, comentou Levada.
Ele destacou o projeto que já é realizado em Sumaré pela Associação de Moradores do Jardim Maria Antonia. Apesar de ser gratuito, não conta com muitos apoios. “A Escola Estadual Savino Campigli (Nova Veneza) realiza um projeto bem bacana com os alunos, que já estão uniformizados e contam com o apoio de uma igreja do bairro. Pretendo criar um projeto na cidade, pois seu que o jiu-jitsu pode mudar a vida de muitas pessoas. Já tive conhecidos que estavam envolvidos em coisas erradas e conseguiram superar-se”, completou Levada.

O JIU-JISU
O jiu-jitsu é uma modalidade marcial nascida como um estilo de judô, desenvolvido pela família Gracie no início do século 20, que se tornou a forma mais difundida e praticada do “jiu-jitsu brasileiro” (exceto o judô) no mundo, principalmente depois das primeiras edições dos torneios de MMA (Mixed Martial Arts, ou Artes Marciais Mistas), como o UFC (Ultimate Fighting Championship), nos idos da década de 1990.
Carlos Gracie é considerado o criador do estilo após uma adaptação do judô. Partindo do princípio de que numa luta de solo, quando projeções ou mesmo chutes e socos não são eficientes, mas alavancas, sim, o porte físico dos contendores torna-se de menor importância no jiu-jitsu.

Veja Também

CPFL retira 10 mil m2 de aguapés por dia da Represa do Salto Grande

Cetesb também autorizou a empresa a fazer a remoção das macrófitas através da abertura controlada ...