Operação do MP ‘fecha o cerco’ contra o PCC e o tráfico de drogas na região

Mandado de prisão foi cumprido em Hortolândia, mas suspeito permanecia foragido; ações foram realizadas também em Campinas

Uma operação para coibir o tráfico de drogas feito por integrantes de facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) foi deflagrada na manhã de terça-feira (04) em 15 estados brasileiros. Na região, um mandado de prisão foi cumprido em Hortolândia, mas o suspeito não foi localizado e permanecia foragido até o final da tarde de ontem. As ações também foram realizadas em outras dez cidades do Estado, entre elas estão Campinas, Piracicaba, Rio das Pedras e Americana.
A apuração foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e os trabalhos foram coordenados pelo GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), um colegiado que reúne os Gaecos de todo o país e que conta com o apoio da Polícia Militar.
Foram cumpridos, na região, 59 mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Todos os alvos pertencem ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro e fora dos presídios de todo o Brasil.
Segundo o MP, as operações aconteceram, simultaneamente, nos Estados do Acre, Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins, bem como no DF (Distrito Federal, onde fica Brasília). Os Ministérios Públicos dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul também realizam diligências e prisões.

NO BRASIL
O objetivo principal dessa atividade integrada é prender integrantes das facções criminosas como a do Primeiro Comando da Capital, mas também do CV (Comando Vermelho), TCP (Terceiro Comando Puro), ADA (Amigo dos Amigos), PCV (Primeiro Comando de Vitória) e Okaida RB.
Ao todo, foram cumpridos 262 mandados de prisão e 200 de busca e apreensão no país. Em Tocantins, foi feita uma inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com a finalidade de apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados.
“O Ministério Público brasileiro, por meio do GNCOC e dos Gaecos, vem adotando medidas eficientes no desmantelamento e prisão dos principais líderes das facções criminosas presentes em território nacional. É uma luta baseada na inteligência e com foco na desestruturação desses organismos criminosos violentos. Vamos vencer, tenho certeza disso”, declarou Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, procurador-geral de Justiça de Alagoas e coordenador do Grupo Nacional.
Além do Estado de São Paulo, foram cumpridos mandados de prisões e busca em Maceió e em São Miguel dos Milagres/AL, para cumprir 14 mandados de prisão e de busca e apreensão, todos expedidos pela 14ª Vara Criminal da Capital. Os alvos têm ligação com o PCC. Eles são acusados de vários tipos de crime, como homicídios e tráfico de drogas. A operação contou com a participação de 35 guarnições das Polícias Civil e Militar.
Já no Tocatins, foram cumpridos 12 mandados de prisão contra o PCC e o CV. “Uma investida foi feita em um pavilhão do PCC, na qual os agentes encontraram emulsão de explosivos no presídio”, informou o MP em nota.
O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do CNPG (Conselho Nacional de Procuradores-Gerais), para combater o crime organizado que atinge todo o país.

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