Edital de adesão ao ‘Mais Médicos’ prevê 43 contratações para a região

Segundo novo edital do programa federal, total de profissionais destinados à região é até maior que o de cubanos que vão embora

O novo edital de adesão ao Programa “Mais Médicos” publicado pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União de terça-feira (20/11) prevê a contratação de 43 profissionais da Medicina brasileiros – ou estrangeiros que tenham o diploma revalidado no Brasil – para atuar nas Redes Básicas de Saúde das cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Nova Odessa, em substituição aos profissionais cubanos que devem deixar o programa – e o país.
Os novos médicos bolsistas devem iniciar as atividades nos municípios beneficiados já a partir de 03 de dezembro, segundo os prazos do edital. As inscrições vão até as 23h59 do domingo, dia 25, e devem ser feitas no site maismedicos.gov.br. Se houver vagas remanescentes, um segundo edital será lançado em 27 de novembro com vagas para brasileiros formados no exterior e estrangeiros. O valor da bolsa é de R$ 11.800,00 mensais.
No total, estão sendo ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba, formalizada ainda no governo de Dilma Rousseff (PT) através da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).
Se todas as vagas forem preenchidas, o número é pouco superior ao total de médicos cubanos que vinham atuando nestas mesmas cidades através do programa federal – que somavam 42 profissionais caribenhos até a semana passada, quando o Governo de Cuba anunciou a saída do programa em retaliação a uma série de exigências feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ressalte-se que este não é o total de médicos disponibilizados para estas prefeituras, mas o total de profissionais oriundos de Cuba que vinham atuando nas Redes Básicas destas cidades.
Segundo o novo edital, quase sempre o número de vagas para novos médicos que podem ser contratados pelo programa é exatamente igual ao de médicos cubanos que devem deixar o país até o final do ano.
Em Hortolândia, por exemplo, o total de vagas disponíveis (18) é exatamente igual ao número de médicos cubanos que já vinham atuando na cidade. Em Monte Mor. O mesmo acontece em Monte Mor (6) e em Sumaré (10). Apenas Nova Odessa pode vir a “ganhar” um médico a mais, se todas as nove novas vagas forem preenchidas (a cidade contava até então com 8 cubanos).
Geralmente, estes profissionais – tanto os brasileiros quanto os cubanos – atuam em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e USFs (Unidades de Saúde da Família), como clínicos gerais.
Na quarta-feira (21), o Ministério da Saúde informou já ter recebido mais de 1 milhão de acessos simultâneos no momento da abertura do sistema para os médicos interessados na inscrição do Mais Médicos. “O volume é característico de ataques cibernéticos. Para comparação, é mais que o dobro do número de médicos em atuação no país. Mesmo diante de momentos de instabilidade, o sistema já contabilizou 3.336 inscrições nas primeiras três horas da abertura do sistema”, informou o órgão federal gestor do programa.

NA REGIÃO
As reações das prefeituras da região afetadas diretamente pelo imbróglio foram variáveis ontem. O secretário de Saúde de Nova Odessa, Vanderlei Cocato, acredita que, pelos prazos divulgados no edital, será possível aguardar a vinda dos novos profissionais fazendo apenas remanejamentos na Rede, sem a necessidade de contratações emergenciais.
“Num primeiro momento, ficamos bastante preocupados, pois haveria um prejuízo grande para Nova Odessa com a saída das oito médicas cubanas que atendiam na cidade. Agora, porém, veio o rápido lançamento do edital por parte do governo federal, o que nos deixa bem mais aliviados, inclusive, com uma vaga a mais”, comentou o secretário de Saúde novaodessense.
Já a Prefeitura de Hortolândia informou que, em virtude da saída de Cuba do Programa, quatro UBSs que contavam com profissionais cubanos estão sem médicos desde quarta-feira (21). São elas as unidades do: Jardim São Sebastião, Parque Orestes Ôngaro, Jardim Adelaide e Jardim Nova Europa.
“As demais Unidades de Saúde estão com sua capacidade de atendimento significativamente reduzida, já que também perderam médicos. De acordo com a secretária de Saúde, Odete Carmem Gialdi, a Prefeitura estuda alternativas para que seja assegurado o atendimento à população, priorizando as situações de maior gravidade”, informou o Município.

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