Polícia Civil de Nova Odessa prende acusado de latrocínio no Mato Grosso

Crime teria ocorrido em 1998, mas suspeito já cumpriu cerca de 4 anos por outro homicídio após briga em plantação de tomate em N. Odessa

Policiais civis de Nova Odessa conseguiram localizar e prender o pintor Alceu Bahia dos Santos, de 53 anos, que estaria envolvido em um latrocínio (roubo seguido de morte), que ocorreu na cidade de Alta Floresta do Estado de Mato Grosso, em 1994. Ele foi preso em sua residência, no Bosque dos Eucaliptos, em Nova Odessa, na manhã da quarta-feira (07).
Os investigadores relataram que receberam uma carta precatória da 5ª Vara Criminal da cidade de Alta Floresta/ MT que informava que o acusado estaria residindo em Nova Odessa.
“Realizamos várias diligências e conseguimos chegar até uma chácara, onde ele estava residindo no Bosque dos Eucaliptos, em Nova Odessa. Ele residia sozinho no local e negou seu envolvimento no latrocínio”, comentou Mella.

LATROCÍNIO
De acordo com a carta precatória, o crime praticado por Alceu Bahia dos Santos ocorreu em Alta Floresta no dia 13 de dezembro de 1994. Na época, Santos teria construído seu barraco em um terreno cedido pela vítima, que não teve a identidade revelada no documento. No entanto, o proprietário do terreno teria solicitado que o pintor deixasse o local, pois pretendia ampliar sua moradia.
Santos teria se irritado com o pedido da vítima e utilizou uma corda para imobilizá-la. Em seguida, pegou uma faca tipo “peixeira” que trazia consigo e desferiu cinco golpes no tórax e no pescoço da vítima. Enquanto a vítima ainda estava caída, Santos revistou os bolsos da vítima e levou R$ 105 em dinheiro, que ela pretendia usá-lo para pagar três contas de energias elétricas atrasadas.
Ainda segundo a carta precatória, o acusado entrou em seu barraco e teria informado para sua convivente que tinha assassinado um homem e que precisava fugir. Ele saiu de casa levando apenas uma garrafa de água, cobertor e uma rede.

NEGATIVA
Enquanto aguardava para ser encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Limeira, o acusado alegou que não sabia da acusação. “Não estou sabendo até agora do que se trata. Só posso dizer que na época do crime, eu não estava lá. Conheço sim a cidade de Alta Floresta. Fui naquela cidade para procurar minha irmã a pedido da minha mãe, mas não sei nada disso sobre o que estão me acusando”, comentou à reportagem.

OUTRO CASO
De acordo com o investigador chefe Marcos Mella, Santos já cumpriu cerca de quatro anos pelo homicídio do agricultor Julio Catossi, de 28 anos. A vítima foi morta após uma discussão em uma plantação de tomates, na Fazenda Velha, em Nova Odessa, em 1992.
“Após uma discussão, o cara jogou uma caixa de tomate na minha cabeça. Para me defender peguei um canivete e furei ele. Logo depois ele caiu e eu corri. O rapaz chegou a ser internado, mas morreu após pegar uma bactéria do hospital”, afirmou o acusado.
O processo seguiu por nove anos, e o julgamento foi finalizado somente em 2001, segundo o acusado. Ele afirmou que foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado. Santos cumpriu pena por cinco anos, até conseguir a liberdade provisória. Desde então afirmou que não se envolveu em outros crimes.
“Depois de ficar tanto tempo preso, por que eu iria me meter em outra confusão”, afirmou o pintor. O acusado vai permanecer no CDP de Limeira, onde ficará à disposição da Justiça que irá decidir se ele permanecerá na unidade prisional da região ou se será transferido para algum presídio no Mato Grosso.

Veja Também

Bandidos furtam fios e deixam Escola Municipal do Novo Ângulo ‘no escuro’

Meliantes invadiram Emef Salvador Zacharias Pereira Junior na madrugada de segunda-feira; Prefeitura providencia conserto Bandidos ...