Em assembleia, médicos terceirizados de Hortolândia aceitam nova proposta

Cerca de 200 profissionais que tinham pagamentos a receber da APGP devem ser incorporados pelo Instituto Bom Jesus

Os médicos das unidades de Urgência e Emergência da Rede Pública de Saúde de Hortolândia se reuniram na noite de segunda-feira, 05 de novembro, na sede do Sindimed (Sindicato dos Médicos de Campinas e Região) e aprovaram a proposta de pagamento dos atrasados que surgiu da negociação feita entre Sindicato, a OSS (Organização Social de Saúde) APGP (Associação Paulista de Gestão Pública) e a Prefeitura. Eles voltaram ao trabalho na segunda-feira mesmo.
Segundo o Sindimed, a proposta apresentada pela Prefeitura de Hortolândia é pagar, através da APGP, o mês trabalhado de setembro já na sexta-feira, dia 09, completando dez dias de atraso em relação ao prazo original. Já sobre os plantões realizados no mês de outubro, como não existe mais um contrato entre o Município e a APGP, a proposta é incluir o valor no Orçamento de 2019 e pagar diretamente os mais de 200 médicos terceirizados em quatro parcelas, sendo a primeira a partir de fevereiro, mês em que estará disponível o orçamento municipal.
“Os médicos aceitaram a proposta, deixando claro o compromisso profissional com a população de Hortolândia, contudo ressaltaram que não ficarão inertes frente ao descaso de seu trabalho. O Sindicato aguarda uma data para a audiência de mediação no MPT (Ministério Público do Trabalho), a fim de que haja garantias para a efetivação da proposta, além de resguardar e evitar cenários futuros de desassistência no município”, apontou em nota o Sindimed Campinas.
A Organização Social que sucedeu a APGP temporariamente é o IBJ (Instituto Bom Jesus), que já está atuando na cidade e, segundo o Sindicato, “se comprometeu dar continuidade nos serviços, efetivando os pagamentos em prazos mais razoáveis do que os usuais sessenta dias, e garantiu que não haverá descontinuidade no pagamento dos meses de novembro, dezembro e janeiro”.

INCORPORAÇÃO
“Contudo, o IBJ está promovendo a incorporação dos cerca de 200 médicos da Rede de Urgência e Emergência através de uma terceira empresa, na forma de sociedade por cotas de participação. O Sindimed adverte que é contra esse tipo de modalidade para prestar serviços médicos, pois traz um enorme risco para as relações trabalhistas”, denunciou a entidade de classe.
entidade de classe. Por fim, segundo o Sindimed, “o contrato em vigor da Prefeitura com o IBJ foi feito em caráter temporário até que se realize o chamamento para a seleção de uma nova Organização Social”. “O Sindimed, porém, estranha a mudança na relação contratual numa situação transitória, e recomenda cautela aos médicos que assim o fizerem”, completou a entidade que representa os profissionais terceirizados de Medicina na região.
No início da madrugada do último dia 1º, tão logo o Instituto Bom Jesus assumiu a gestão das unidades terceirizadas pela Prefeitura de Hortolândia, os pacientes que procuraram atendimento no pronto-socorro do Hospital Municipal Governador Mário Covas e nas três UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) 24h da cidade encontraram estes locais vazios, com a equipe de apoio sem ter o que fazer devido à ausência dos médicos emergencistas no plantão, que haviam declarado uma “greve branca” por estarem há dois meses sem receber pelos serviços prestados à APGP.
A própria APGP não negou o atraso dos pagamentos, informando apenas que “mantém a resposta anterior: existem alguns problemas pontuais, cuja solução está bem próxima de acontecer, por conta de negociações em curso com a Prefeitura”.

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