Vendas e faturamento do Comércio ‘despencam’ em setembro na RMC

Menor número de dias úteis em função do “feriadão” da Independência e expectativa pelas eleições gerais impactou o setor

Setembro foi um mês desastroso para o Comércio Varejista da RMC (Região Metropolitana de Campinas), aponta o relatório de acompanhamento das vendas produzido mensalmente pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) e envolvendo as 20 cidades da metrópole – incluindo Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia. O estudo mostra que o faturamento do setor caiu 3,37% na comparação com o mês anterior, agosto – e também foi 0,71% menor do que no mesmo mês do ano passado, setembro de 2017.
Mês passado, as lojas físicas e virtuais da região faturaram R$ 2.862.500.000,00 e fecharam 790.738 vendas. Em agosto, no entanto, o Comércio da RMC havia faturado R$ 2.962.400.000,00 e feito 818.340 negociações (neste segundo caso, trata-se também de uma queda de -3,37% com relação a agosto deste ano).
Para comparação, em setembro de 2017, o setor havia faturado R$ 2.882.900.000,00 regionalmente, com a efetivação de 809.798 vendas. Ou seja, o total de vendas também caiu 2,35% com relação ao resultado de 12 meses atrás.
A única boa notícia é que o total do faturamento acumulado de janeiro a setembro deste ano é 2,90% superior ao acumulado nos nove primeiros meses de 2017 – R$ 24,16 bilhões até o nono mês deste ano, perante R$ 23,48 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado.
No entanto, o total de vendas acumulados nos três primeiros trimestres deste ano também é ligeiramente (-0,18%) menor do que no mesmo período de 2017. São 6.698.157 notas fiscais emitidas agora, perante 6.710.306 vendas até setembro de 2017.
Além disso, a participação do e-commerce – o comércio digital – no total de vendas do Comércio da RMC foi de 7,0% do total da RMC, correspondendo a 55.352 consultas equivalentes e a R$ 200,4 milhões em faturamento.
Por fim, segundo o economista e diretor da Acic – e autor do estudo –, Laerte Martins, a inadimplência na RMC também apresentou uma elevação de 4,51% em setembro deste ano, com 487.330 carnês ou boletos vencidos e não pagos há mais de 30 dias, representando R$ 350,9 milhões de endividamento dos consumidores da região perante o Comércio. Atualmente, 13,86% do total de vendas a prazo feitas pelo Comércio regional acabam em inadimplência, percentual praticamente idêntico ao que se registrava no mesmo mês de 2017 (quando a inadimplência total era de 13,72% das vendas a prazo).

ANÁLISE
Para Martins, um dos motivos para esta queda expressiva nas vendas e no faturamento é o fato de que o calendário de setembro de 2018 teve menos dias úteis, em função do feriado nacional de 07 de setembro (que caiu numa sexta-feira, causando um “feriadão” prolongado), impactando num menor volume de vendas no Comércio Varejista.
“Destaca-se também que se trata do mês que antecedeu as eleições gerais (do último domingo, 07 de outubro), e que vem provocando grande expectativa quanto ao seu resultado final, restringindo a confiança dos consumidores nas compras do mês”, ponderou o especialista.

FIM DO ANO
Ao menos o economista tem ainda boas perspectivas para os últimos três meses de 2018. “A perspectiva para esse último trimestre do ano (é de que e Economia) deve oferecer alguma melhoria, tanto no Comércio como na Indústria, por se tratar de um período tradicional de boas vendas (em função do Natal e das festas de fim de ano). Mas, temos que ver o que realmente vai ocorrer com as eleições, que podem alterar brutalmente o comportamento dos consumidores”, finalizou Laerte Martins, da Associação Comercial de Campinas.

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