Ana Perugini, de Hortolândia, perde a cadeira na Câmara dos Deputados

Veja quem foi eleito e quem não conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados pela região

A deputada federal Ana Perugini (PT), de Hortolândia, obteve 49.986 votos no último domingo e não conseguiu se reeleger para uma das 70 vagas do Estado de São Paulo na Câmara dos Deputados, em Brasília – onde ela atuou nos últimos 4 anos. A petista foi novamente a candidata à vaga federal mais votada em sua própria cidade, com 15.123 votos obtidos em Hortolândia.
O segundo mais votado na cidade neste ano (e que foi eleito) foi Eduardo Bolsonaro (PSL), com 10.666 votos – confirmando a “guinada à direita” dos eleitores hortolandenses, historicamente optantes por partidos de esquerda, como o PT. Quatro anos atrás, por exemplo, Ana Perugini havia obtido 48.555 de seus 121.681 votos em Hortolândia.
Advogada, pós-graduada em Gestão e Políticas Públicas, ex- -esposa do atual prefeito da cidade, Angelo Perugini (PDT) e funcionária licenciada do TJ- -SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), Ana Lúcia Lippaus Perugini (seu nome completo) não se manifestou sobre a derrota nas urnas do último dia 07 sequer em suas redes sociais. Na segunda-feira, a reportagem tentou obter uma declaração da parlamentar, mas não teve retorno.
Outros candidatos de cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) que atuam na microrregião formada por Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia tiveram sortes variáveis nas eleições do último domingo.
De Campinas, foi eleito o engenheiro Alexis Fonteyne, 51 anos, do Partido Novo, com 45.298 votos. Presidente da Anapre (Associação Nacional Pisos Revestimentos Alto Desempenho), ele é empresário em Sumaré, onde mantém uma empresa de resinas no Jardim Manchester. Esta foi a primeira vez em que ele se lançou candidato a um cargo político.
De Americana, Vanderlei e Cauê Macris (ambos do PSDB) foram reeleitos, respectivamente, para vagas na Câmara dos Deputados, em Brasília, é para a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, da qual Cauê é o atual presidente). Vanderlei obteve 102.708 votos espalhados por diversas cidades, e Cauê, 114.690 votos – o tucano foi o 21º candidato a deputado estadual mais votado no Estado.
Também foram eleitos os seguintes deputados federais pela RMC: Carlos Sampaio (PSDB/Campinas), Paulo Freire (PR/Campinas), Roberto Alves (PRB/Campinas).
Luiz Lauro Filho (PSB), de Campinas, obteve 75.535 votos, mas não foi reeleito deputado federal. Já o advogado Alexandre Mandl (Psol), que tem domicílio eleitoral e forte atuação junto a movimentos sociais e sindicais da RMC (notadamente em Sumaré, onde defende as famílias da ocupação da área da Soma), obteve 6.583 votos, mas não conseguiu ser eleito para um primeiro mandato na Câmara Federal.
Também de Americana, Chico Sardelli (PV) foi o 100º candidato mais votado no Estado, obtendo 56.937 votos, mas não conseguiu ser reeleito para deputado estadual. Deixam a Alesp também Feliciano Filho (PRP), Célia Leão (PSDB) e Davi Zaia (PPS), todos de Campinas.
Foram eleitos ainda os seguintes deputados estaduais pela RMC: Dirceu Dalben (PR/Sumaré), Adriana Borgo (PROS/Campinas), Rafa Zimbaldi (PSB/Campinas), Valéria Bolsonaro (PSL/Campinas), Bruno Ganem (Podemos/Indaiatuba) e Rogério Nogueira (DEM/Indaiatuba).
Para senadores, os eleitores de São Paulo escolheram no último domingo Major Olimpio (PSL), com 9.039.717 votos (25,81% dos votos válidos) e Mara Gabrilli (PSDB), com 6.513.282 votos (18,59% dos válidos).

Paulistas devem votar novamente para governador e presidente no dia 28/10

Tanto para governador quanto para presidente da República, haverá nova votação no próximo dia 28 de outubro, também um domingo. Isto porque João Doria (PSDB) obteve 6.431.555 votos para governador (31,77% dos sufrágios válidos), enquanto Marcio França (PSB) teve 4.358.998 votos, ou 21,53% do total, e ficou à frente de Paulo Skaf (MDB), com 4.269.865 votos (21,09% dos válidos).
Para presidente da República, os eleitores de São Paulo votaram majoritariamente em Jair Bolsonaro (PSL), com 12.378.012 votos (53,00% dos votos válidos no Estado), seguido por Fernando Haddad (PT), com 3.833.982 votos (16,42%). Ambos disputarão agora o 2º turno das eleições presidenciais, pois foram os mais votados também em nível nacional.

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